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Febre maculosa já matou 4 pessoas no RJ em 2026; maioria dos casos no norte e noroeste fluminense

O mais recente ocorreu em São Fidélis, após investigação da morte do veterinário Gabriel Serra, de 30 anos

reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde (SEAS-RJ) confirmou 14 casos de febre maculosa e quatro mortes em todo o estado do Rio de Janeiro, segundo dados levantados até o dia 9 de agosto deste ano.

Nos últimos dois anos, houve queda no número de casos confirmados, ainda segundo levantamento feito pelo Governo do Estado a pedido do g1:

O caso mais recente ocorreu em São Fidélis, no Norte Fluminense, após investigação da morte do veterinário Gabriel Serra, de 30 anos. Outras duas mortes ocorreram em Itaperuna (Noroeste Fluminense) e uma em Campos dos Goytacazes (Norte Fluminense).

2024: 46 casos confirmados e 19 mortes
2025: 33 casos confirmados e 14 mortes

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que, com base nos 14 casos notificados até esta segunda (10), a taxa de letalidade neste ano é de 28%. O Ministério da Saúde confirma, entre 2014 e 2026, 3.055 casos da doença. No estado do Rio, o ano de 2014 registrou o maior número de mortes, chegando a 67% de letalidade. Em 2022, foi de 60%, e em 2025, de 43%.

Apesar da queda no número de mortes de 2024 para 2025, a Fiocruz alerta que a maior incidência ocorre entre julho e novembro, e, no estado do Rio, em cidades do Norte e Noroeste Fluminense, como Campos, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula.

Sobre a ‘doença do carrapato’
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, duas bactérias transmitidas por carrapatos infectados estão associadas à doença:

Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica, que é registrada em áreas silvestres e apresenta sintomas mais leves.
Os sintomas iniciais são muito parecidos com os da gripe ou dengue: febre, dor de cabeça e dor no corpo. A partir do terceiro dia começam a aparecer manchas no corpo, principalmente na sola dos pés e nas palmas da mão.

Mas a partir do quinto dia, o quadro piora, podendo se tornar irreversível.