Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Rio de Janeiro
Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Brasil
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Brasil
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Região Serrana
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Economia
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE

Ex-ministro da Justiça, Torres presta depoimento à CPMI dos Atos Antidemocráticos

Imagem: Reprodução

Durante seu pronunciamento na manhã desta terça-feira (8) na CPMI dos Atos Antidemocráticos, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, categorizou como uma “aberração jurídica” a minuta de um suposto golpe encontrada em sua residência durante uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em 10 de janeiro.

Torres assegurou que o papel não foi descartado inadvertidamente e declarou não ter conhecimento sobre a autoria do documento. Ele relatou as circunstâncias em que o documento foi descoberto: “Após os lamentáveis eventos de 8 de janeiro, retornei ao Brasil assim que possível e me apresentei à Justiça. Passei 117 dias detido no batalhão de aviação operacional da PM. Durante a operação de busca e apreensão na minha casa, a polícia encontrou um texto anônimo, sem data, uma suposta minuta fantasiosa que compõe a coleção de absurdos que frequentemente chegam às mãos de detentores de cargos públicos.”

Ele prosseguiu explicando que, devido ao volume de trabalho, ele levava consigo uma pasta com documentos, na qual eram submetidos documentos de diversas fontes para revisão. “Os documentos importantes eram encaminhados e retornavam ao ministério, enquanto outros eram descartados. Um desses documentos foi o texto denominado de ‘minuta do golpe’, que é de pouca utilidade para qualquer propósito, dada a sua natureza jurídica distorcida. Esse papel não foi negligenciado e descartado acidentalmente. Desconheço quem tenha entregue esse documento sem autoria e não tenho conhecimento sobre as circunstâncias de sua elaboração. Nem sequer cogitei enviá-lo ou mostrá-lo a alguém. Soube pela mídia que outras pessoas receberam um documento similar e que ele inclusive circulou online”, afirmou Torres durante sua manifestação na CPMI.

O ex-ministro assegurou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que ele liderou, não interferiu no planejamento operacional da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal durante o segundo turno das eleições. “Minha orientação era coibir a compra de votos e outras infrações eleitorais. Em nenhum momento foi negado o direito de voto a qualquer eleitor. Nunca questionei o resultado das eleições e fui o primeiro a iniciar o processo de transição”, enfatizou Torres.