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Evento reúne música, arquitetura e atrai grande público ao Palácio Tiradentes

Sede histórica do Legislativo Fluminense reabre as portas para a cultura com apresentações musicais e história

Sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o quase centenário Palácio Tiradentes voltou a abrir suas portas para eventos culturais, nesta sexta-feira (26/05), e serviu de palco para o melhor da música clássica brasileira. Numa parceria entre a Alerj e o Festival Interativo de Música e Arquitetura (FIMA) – que promove a convergência entre a música e prédios tombados – alunos de escolas públicas e público em geral puderam apreciar os repertórios de alguns dos maiores compositores do país como Villa Lobos, Carlos Gomes, Tom Jobim, entre outros, que foram executados pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, município da Região Centro-Sul Fluminense.

Segundo o diretor artístico do FIMA, Pablo Castellar, o reportório escolhido retrata a história da Palácio Tiradentes. Ele enfatizou a representatividade do palácio para o Estado do Rio e o Brasil. “Tivemos este lindo concerto, numa excelente parceria com a Alerj. Tenho certeza de que reabrimos com chave de ouro a programação cultural do palácio. A Sinfônica de Barra Mansa é parceira do projeto e executa um trabalho muito interessante há 15 anos”, comentou.

Para Leonardo Guimarães, Coordenador de Eventos Culturais da Alerj, é um prazer abrir as portas para o festival. “Receber esses músicos do nosso interior demostra quanta riqueza há no nosso estado e é uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem a nossa sede histórica que encerra a série de eventos do FIMA. Afinal, nosso prédio é realmente imbatível, tinha que ser o escolhido para coroar esse festival”, comentou Leonardo, acrescentando que o palácio vai realizar vários outros eventos artísticos, em breve.

O público presente aprovou a experiência. É o caso da professora Larissa Rios, que ficou impressionada com a apresentação da sinfônica, assim como a arquitetura da sede histórica da Alerj. “É a primeira vez que venho ao palácio, a convite de uma amiga que tem um primo músico da orquestra. Este é um patrimônio histórico. Estou fascinada com a cadeira, a mesa, o teto… é tudo muito lindo”, destacou.

O astrólogo Rafael Laman retornou ao Palácio Tiradentes, após uma década desde sua única visita, para acompanhar o concerto. Mesmo já conhecendo o prédio, ele disse ter ficado sem palavras ao contemplar a cúpula de vitrais, que fica no centro do Plenário. “Fazia mais de dez anos que eu não vinha ao palácio. Consigo olhar essa cúpula e ver tantos símbolos, constelações. É uma obra de arte do povo e feita para o povo utilizar”, admirou-se.

Evento educacional

O aspecto educacional, de incentivar a participação das escolas foi reforçado pela secretária estadual de Educação, Roberta Barreto. “Esse tipo de evento contribui de forma predominante para melhorar a qualidade da educação. Quando se abre a porta de um patrimônio adicionando um evento de arte, além de promover a memória afetiva também gera a curiosidade. Os alunos podem associar o que estudam à realidade. O Palácio Tiradentes merece ser prestigiado em eventos como esse”, elogiou a secretária.

Moisés Bonifácio Carvalho, aluno da Escola Vocacionada à Música – CIEP 485, de Barra Mansa, corrobora com o que disse a secretária de Educação. “Eu já tinha familiaridade com a orquestra, mas hoje eles se superaram. Não só pelo repertório, mas também pela execução das músicas e nesse palácio lindo, que eu só tinha visitado uma vez. O evento está de parabéns, inesquecível”, opinou.

História contada através da música

O repertório das músicas é pensado para cada prédio onde o programa acontece. O maestro da Orquestra Sinfônica, Daniel Guedes, que integra o festival pela terceira vez, disse que há um estudo prévio para a escolha das músicas: “É construído um repertório em torno da arquitetura e da história do prédio”.

A orquestra encerrou o FIMA executando a Sinfonieta Seconda – Carnevale, do maestro Ernani Aguiar, que estava presente no evento. O músico, que já foi homenageado com a Medalha Tiradentes, maior honraria concedida pelo Legislativo fluminense, se emocionou. “Eu faço música para quem gosta de tocar e para quem está ouvindo. Sou autor do primeiro concerto com cavaquinho em orquestra. É a segunda vez que venho ao palácio. A primeira foi para receber a medalha, em 2007”, recordou.

No evento, as arquitetas Noemia Barradas e Simone Algebaile fizeram uma palestra sobre os elementos construtivos do prédio histórico, antes da apresentação da orquestra. “Ao contrário do que acontecia até o Século XX, no Palácio Tiradentes, os construtores fizeram questão de priorizar os profissionais do país. Materiais, mão de obra nacional, até mesmo os vitrais foram feitos por construtores brasileiros. Um movimento de valorização que aconteceu à época”, informou Algebaile.