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Estudo estima impacto de até R$ 1,65 bilhão por ano com gestão de resíduos no Rio

Levantamento mostra que cerca de 1.800 empregos formais, além de benefícios sociais, ambientais e sanitários em sete municípios fluminenses

divulgação

O estudo da Pezco Economics para a Regenera Rio estima um efeito potencial de R$ 926,7 milhões no PIB regional e a geração de cerca de 1.800 empregos formais nos municípios que integram a área de influência direta da Regenera Rio — Rio de Janeiro, Itaguaí, Mangaratiba, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Piraí e Seropédica.

Considerando também os custos sociais e ambientais evitados e a economia hospitalar direta estimada para o SUS, os efeitos econômicos, sociais e ambientais monetizados alcançam uma ordem de grandeza entre R$ 1,40 bilhão e R$ 1,65 bilhão por ano. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (13), durante o evento “Investir em Resíduos Sólidos Urbanos: impactos econômicos, sociais e ambientais no Rio de Janeiro”, promovido pela Regenera Rio e pelo PSP Hub – Estudos em Infraestrutura e Urbanismo, no Touring Eventos, na capital fluminense.

O lançamento do estudo também celebrou, de forma simbólica, os 15 anos de operação do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR-Rio), em Seropédica, e reuniu representantes do poder público, do setor privado e especialistas. A programação contou com uma abertura institucional, a apresentação do estudo pela Pezco Economics e um painel de debate sobre os próximos caminhos para a gestão de resíduos sólidos urbanos.

A abertura contou com a participação de Alberto Gomes, Diretor de Gestão e Gente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), Pedro Maranhão, Presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) e Maurício Batista, Diretor Presidente da Regenera Rio. As falas destacaram, sob diferentes perspectivas, a evolução da gestão urbana, a continuidade dos serviços públicos, os desafios do setor de resíduos e a trajetória da concessão.

“Pensar em saneamento básico é muito mais do que pensar em viabilidade econômico-financeira. É pensar nos benefícios que ele traz para a sociedade, como a proteção do meio ambiente, a geração de empregos e novas formas de aproveitamento dos resíduos”, defendeu Maurício.

Já para Alberto Gomes, Diretor de Gestão e Gente da Comlurb, os resultados também reforçam a importância de políticas públicas de longo prazo para a consolidação de uma gestão adequada dos resíduos. “Estamos falando de políticas de Estado, de políticas de longo prazo, que precisam garantir o desenvolvimento sustentável e a qualidade ambiental para o país.”    Markdown colado

Na avaliação de Pedro Maranhão, Presidente da ABREMA, a evolução do setor passa por uma mudança na forma de enxergar os resíduos. “Um dos grandes objetivos é transformar empresas de lixo em empresas ambientais. É isso que fazemos: mitigamos os impactos ambientais, pegamos o resíduo da porta da casa das pessoas e trabalhamos esse material”.

Na apresentação, Gabriel Fiuza, CEO da Pezco Economics, detalhou os resultados do levantamento, que reúne estimativas de efeitos econômicos, sociais, ambientais, sanitários e territoriais. Entre os principais resultados, estão os custos sociais e ambientais evitados pela destinação adequada dos resíduos, estimados entre R$ 466 milhões e R$ 690 milhões por ano, e uma economia hospitalar direta para o SUS estimada entre R$ 4,2 milhões e R$ 34,1 milhões por ano.

“A gestão de resíduos é infraestrutura urbana e precisa ser avaliada como tal, pelo que evita e pelo que movimenta na economia da região. O estudo mede esses efeitos em ordens de grandeza, com parâmetros de dezenas de trabalhos nacionais e internacionais”, afirma Fiuza.

O encontro também promoveu um debate sobre como avançar na gestão de resíduos sólidos diante dos desafios atuais. Mediado por Fiuza, o painel reuniu Luciana Capanema, chefe do Departamento de Estruturação de Soluções de Saneamento do BNDES; Pedro Duarte, assessor técnico da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República; Fernando S. Marcato, professor da FGV Direito SP e sócio da ICO Consultoria; Renato Paquet, CEO da Polen; e Thiago Nykiel, CEO e diretor-executivo da Infraway.

Para Batista, o estudo e o painel contribuíram para ampliar a discussão sobre o papel da infraestrutura de resíduos no desenvolvimento sustentável das cidades. “Os resultados ajudam a qualificar o debate sobre a gestão de resíduos e mostram a importância de olhar para essa infraestrutura de forma integrada, considerando suas externalidades positivas no território”, conclui.

Acesse o estudo completo neste link.