A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), altera o cenário das articulações para a próxima presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O resultado fortalece o nome de André Ceciliano (PT) na disputa pelo comando da Casa, que o PL do governador eleito Douglas Ruas trabalha para manter.
Eleito deputado estadual no último dia 4, Ceciliano reúne dois fatores favoráveis à candidatura: a proximidade com o governo federal e o histórico de diálogo com parlamentares de diferentes partidos, inclusive de direita.
O petista já presidiu a Assembleia e obteve votações expressivas nas duas eleições para o cargo. Em 2019, recebeu 49 votos. Na recondução, dois anos depois, conquistou 64 dos 69 votos registrados.
PL avalia nomes para a sucessão
Com 21 deputados eleitos, o PL terá a maior bancada da próxima legislatura. Esse tamanho dá ao partido peso nas negociações, mas exige a formação de alianças para assegurar a presidência.
Anderson Moraes (PL), apontado pelo grupo de Douglas Ruas como favorito para a sucessão, pode enfrentar dificuldades após a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Próximo do senador, o parlamentar é identificado com a ala bolsonarista do partido.
Outro nome é o do atual primeiro vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Além do apoio que pode reunir na bancada, o deputado tem experiência na direção da Casa e já exerceu interinamente a presidência.
Oposição busca construir uma candidatura
As conversas para apresentar uma alternativa ao PL começaram antes do segundo turno presidencial. Deputados eleitos por PT, PSD e PSOL já discutiam uma articulação conjunta, com possibilidade de participação de PSB, PDT e PCdoB.
Somadas, as bancadas dessas seis legendas reúnem 28 parlamentares, sete a mais que o PL. Esse número, porém, depende da adesão dos partidos e não representa apoio formal a uma candidatura.
As negociações também buscam alcançar a Federação União Progressista, que elegeu cinco deputados pelo PP e quatro pelo União Brasil.
Nesse cenário, Ceciliano aparece como um dos principais nomes para reunir apoios além do campo de oposição a Douglas Ruas. A definição da próxima presidência, no entanto, dependerá dos acordos entre as bancadas e da formalização das candidaturas.






