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Deixem o bobo da corte falar!

Diante de tantas “notícias” sobre possível censura à figuras públicas, ditos jornalistas ou influenciadores, resolvi pesquisar mais sobre um personagem que remede à Idade Média, o Bobo da Corte. Na definição mais literal: O bobo da corte era um artista contratado pelas cortes europeias na Idade Média para divertir os reis e seu séquito. Como um palhaço, era considerado cômico e muitas vezes desagradável, por apontar de forma grotesca os vícios e as características da sociedade.

Eu sou de um tempo onde as críticas das mazelas do país eram feitas com inteligência, bom humor e belas tiradas. Quem não se lembra de Justo Veríssimo do saudoso Chico Anysio ou da Vovó Naná do Jô Soares? Esses nunca foram ou serão palhaços! A crítica e o controverso fazem parte da democracia plena.

Pois bem, não é de hoje que a internet – suposto território livre – virou palanque para que as mais diversas figuras bradem seus achismos, teorias ou opiniões. Não! Não é humor ou sátira. São teorias cheias de verdades. Vale lembrar que muitas delas extrapolam algo básico para viver em sociedade, o respeito ao próximo. Ao ver, mais uma vez, o tal Monark sendo intimado para depor após atacar o judiciário brasileiro, só tenho mais certeza: ele é mais um bobo da corte. Alguns até especulam que “ele não sabe o que diz”. Ledo engano! Acho que ele sabe muito bem o que está falando. Até mesmo quando o “formador de opinião” tentou exaltar o nazismo.

Todos tem direito a opinião? Claro! Porém, com responsabilidade. O meu direito termina, quando começa o do próximo. Vale ressaltar que ele não é um humorista, muito menos um jornalista… Ah, nem palhaço! Pois, palhaços divertem o público. No mais, paremos de dar palanque à figuras como ele. É justamente isso que o bobo da corte quer! Sem plateia pra aplaudir ou vaiar, sobrará apenas o som do vazio. Fica como dica também aos homens da “capa preta”: larguem ele pra lá! Quem sabe em silêncio com seus próprios pensamentos, o jovem “youtuber” não pensa mais antes de falar.