STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas
Destaque
STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas
Inscrições para o Fies do segundo semestre começam na terça-feira
Brasil
Inscrições para o Fies do segundo semestre começam na terça-feira
Vôlei gratuito incentiva esporte e socialização em São Gonçalo
Esportes
Vôlei gratuito incentiva esporte e socialização em São Gonçalo
Douglas Ruas aposta no corpo a corpo e reforça base eleitoral em São Gonçalo
Política
Douglas Ruas aposta no corpo a corpo e reforça base eleitoral em São Gonçalo
Criminosos atacam policiais a tiros e incendiários bloqueiam rua em Duque de Caxias
Baixada Fluminense
Criminosos atacam policiais a tiros e incendiários bloqueiam rua em Duque de Caxias
Morre Sam Neill, astro de Jurassic Park , aos 78 anos
Entretenimento
Morre Sam Neill, astro de Jurassic Park , aos 78 anos
Projeto leva reciclagem para escolas e mobiliza alunos em Nova Iguaçu
Nova Iguaçu
Projeto leva reciclagem para escolas e mobiliza alunos em Nova Iguaçu

Crimes ambientais crescem 52% em 5 anos, na cidade do Rio de Janeiro

Entre os crimes mais cometidos estão o tráfico de animais silvestres e extração ilegal de areia em áreas protegidas.
Foto: Reprodução

De acordo com um dos dados do novo boletim da organização Rede de Observatórios da Segurança, intitulado Além da floresta: crimes socioambientais nas periferias, lançado nesta segunda-feira (19), os crimes ambientais aumentaram mais de 52% na cidade do Rio de Janeiro, entre 2017 e 2022, acumulando quase 4800 registros nesse período. A capital está em um patamar sete vezes superior à da segunda colocada do estado, a cidade de Maricá, com 684 casos.

A partir de dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o relatório soma mais de 21 mil registros em todo o Estado, ao longo de seis anos, com um pico no ano de 2021, com mais de 4.600 casos. Entre os crimes mais cometidos estão o tráfico de animais silvestres e extração ilegal de areia em áreas protegidas.

O boletim também analisa dados de outros seis estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, e São Paulo. Uma das principais conclusões é que esses locais tem sofrido com a entrada de facções criminosas nas periferias rurais, incluindo quilombos e aldeias indígenas, com elevados índices de crimes socioambientais como grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e garimpo em áreas não autorizadas.

Jonas Pacheco, pesquisador da Rede de Observatórios da Segurança, destaca a complexidade dos crimes cometidos.

Além disso, os pesquisadores explicam que em muitos casos as populações são expulsas de seus territórios por empreendimentos ilegais, e isso acaba criando um ambiente propício para a exploração de facções.

A pesquisa também mostra que o racismo e o encarceramento da juventude negra persiste no modelo de segurança pública adotado no combate a estes crimes, como explica Jonas Pacheco.

O estudo também destaca o grande número de violações cometidas contra os povos tradicionais na Bahia durante 2017 e 2022, com 428 vítimas. Também houve aumento significativo nos crimes ambientais nos últimos dois anos nos estados do Maranhão, com crescimento de quase 29% e Pernambuco, com número de casos saindo do patamar de 800 por ano para uma média de mais de mil.