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Correios registra patrimônio líquido negativo chega a R$ 16,2 bilhões

Gastos operacionais e financeiros contribuiu diretamente para a ampliação do prejuízo

reprodução

De acordo com dados recentes, as despesas gerais e administrativas da empresa saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões. No mesmo período, os custos financeiros também registraram um avanço expressivo, passando de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões. Esse aumento conjunto dos gastos operacionais e financeiros contribuiu diretamente para a ampliação do prejuízo acumulado no período.

Outro indicador que evidencia a fragilidade das contas é o patrimônio líquido negativo da companhia. O indicador passou de R$ 13,1 bilhões negativos em dezembro de 2025 para R$ 16,2 bilhões negativos ao final de março de 2026. O avanço de mais de R$ 3 bilhões em apenas três meses aprofunda ainda mais o desequilíbrio financeiro enfrentado pela estatal, que busca alternativas para estancar as perdas.

Correio lista razões para o prejuízo

Em nota oficial, os Correios detalharam os principais fatores que levaram à deterioração dos seus resultados. A empresa apontou a redução das receitas nos serviços postais tradicionais e o aumento dos custos operacionais, que foram impulsionados pela inflação, reajustes salariais e passivos judiciais.

Além disso, a estatal destacou a concorrência mais intensa em segmentos logísticos considerados mais rentáveis, o que acabou afetando a margem de ganho da instituição nos últimos meses.

A companhia também ressaltou o peso da sua obrigação legal de manter uma ampla rede de atendimento em todo o território nacional. Por lei, os Correios precisam garantir a prestação do serviço postal universal, o que exige a manutenção de agências e rotas mesmo em locais deficitários, elevando os custos fixos.