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Comércio reage em junho e fecha primeiro semestre com alta de 1,9%

Vendas cresceram 0,5% em junho, impulsionadas pela inflação mais baixa e pelo aumento do número de pessoas trabalhando

Foto: Reprodução

As vendas do comércio brasileiro cresceram 0,5% em junho, na comparação com maio, e fecharam o primeiro semestre de 2026 com alta de 1,9% em relação aos seis primeiros meses do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13/08) pelo IBGE.

Na comparação com junho de 2025, as vendas avançaram 2,9%. O resultado também deixou o comércio próximo do maior nível já registrado pela pesquisa, ficando apenas 0,8% abaixo do recorde, alcançado em março.

Segundo o IBGE, a inflação mais baixa e o aumento do número de pessoas ocupadas ajudaram o consumo. A inflação caiu de 0,58% em maio para 0,16% em junho, enquanto o número de trabalhadores ocupados cresceu 1,1% no período.

Entre os setores que tiveram alta em junho estão outros artigos de uso pessoal e doméstico, com crescimento de 2,4%, e supermercados, alimentos, bebidas e fumo, que avançaram 1,1%.

Por outro lado, as maiores quedas foram registradas nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria, que recuaram 9,9%, e de tecidos, roupas e calçados, com baixa de 2,6%.

Apesar do resultado positivo em junho, o comércio perdeu ritmo no segundo trimestre. Entre abril e junho, as vendas ficaram 0,4% abaixo do resultado dos três primeiros meses do ano.

No varejo ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e outros segmentos, houve queda de 1% em junho. Mesmo assim, o setor acumula alta de 1,9% no primeiro semestre.