O Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta terça-feira, a sessão que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens e registros envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na abertura dos trabalhos, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, fez um apelo à serenidade e defendeu a atuação institucional da Corte. Fachin afirmou que o Supremo deve julgar fatos e questões jurídicas, e não pessoas. Também ressaltou que as decisões devem ser tomadas pelo plenário, e não individualmente pelos ministros.
Em um dos principais recados, Fachin declarou: “Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos”.
Fachin assumiu a relatoria do caso no último sábado e será o primeiro ministro a votar. Depois, os demais integrantes da Corte devem se manifestar na ordem regimental.
O julgamento vai analisar a validade do relatório da Polícia Federal, elaborado a pedido do ministro André Mendonça, além do pedido da Procuradoria-Geral da República para que o documento seja considerado nulo. O material aponta contatos entre Vorcaro e Moraes, inclusive às vésperas da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025.
Moraes contesta as conclusões do relatório e apresentou uma manifestação de 44 páginas na qual classificou o documento como “nulo e imprestável” e acusou Mendonça de agir de forma irregular.
É a primeira vez que o Supremo analisa, em plenário, a possibilidade de uma investigação envolvendo um de seus próprios ministros, em meio a uma crise interna que provocou troca de acusações entre integrantes da Corte.






