A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter participado da produção ou divulgação de informações falsas sobre as eleições de 2026. Em nota publicada, a entidade afirmou que não integra estruturas de partidos ou candidaturas e repudiou o uso de desinformação, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado.
O posicionamento ocorre na reta final da campanha, após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmar que pessoas ligadas à CNBB teriam ajudado o PT a disseminar uma alegação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida. A informação que circulou nas redes dizia que Flávio pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil. O candidato negou essa intenção.
Na nota, a CNBB afirma que atribuir à instituição participação na disseminação de desinformação sem apresentar fatos ou provas a atinge injustamente. A Conferência também explica que suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios como a dignidade humana, o bem comum, a democracia e a liberdade de consciência.
Segue nota na íntegra
A Assessoria de Comunicação da CNBB divulgou uma Nota de Esclarecimento sobre informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da instituição e o processo eleitoral. Na nota, a CNBB esclarece que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. Um trecho do documento afirma que a Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar. Na nota, a CNBB reforça que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência. A CNBB, no documento, reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.






