Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Brasil
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Região Serrana
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Economia
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Rio tem setembro chuvoso e pode ter maior volume dos últimos 30 anos
Rio de Janeiro
Rio tem setembro chuvoso e pode ter maior volume dos últimos 30 anos
Metade da verba pública para deputado federal fica com apenas 7% dos candidatos
Política
Metade da verba pública para deputado federal fica com apenas 7% dos candidatos
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 102 milhões no próximo sorteio
Brasil
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 102 milhões no próximo sorteio
Fafá de Belém abre Festival de Teatro Amir Haddad com show gratuito nos Arcos da Lapa
Entretenimento
Fafá de Belém abre Festival de Teatro Amir Haddad com show gratuito nos Arcos da Lapa

Cid tinha conhecimento de que as joias recebidas durante o governo Bolsonaro eram consideradas de “interesse público”

Imagem: Reprodução ESTADÃO

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tinha plena consciência de que as joias recebidas pelo governo em suas viagens internacionais eram de interesse público. A Polícia Federal (PF) está investigando um possível esquema ilegal de venda desses itens de luxo.

A jornalista Juliana Dal Piva, do UOL, revelou essa informação, e o blog confirmou sua veracidade. Mensagens de texto e imagens obtidas no celular de Mauro Cid indicam que ele estava ciente da Lei 8.394, que estabelece que, em caso de venda de itens semelhantes, a União tem prioridade na aquisição.

O advogado Fabio Wajngarten, procurado pelo blog, confirma a autenticidade das mensagens e afirma que o conteúdo demonstra que, na época, ele não conhecia o Rolex, pois estavam discutindo o kit rosé. Além disso, como já foi revelado pelo blog, a defesa de Bolsonaro entregará às autoridades a totalidade das mensagens trocadas entre Cid e Wajngarten.

As conversas analisadas pela PF envolvem Mauro Cid, Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência da República (responsável pela gestão do acervo de presentes), e Marcelo Costa Câmara, assessor especial de Bolsonaro durante seu mandato. Para a PF, as mensagens deixam claro que “além da existência de um esquema de peculato (desvio de recursos públicos)”, Câmara e Cid estavam “plenamente cientes das restrições legais relacionadas à venda dos bens no exterior”.

A defesa de Bolsonaro argumenta repetidamente que os itens eram de propriedade privada do ex-presidente, embora haja contradições em suas declarações sobre o caso das joias.

As contradições de Jair Bolsonaro:

  • Em 4 de março, Bolsonaro afirmou que não havia solicitado nem recebido presentes.
  • No dia seguinte, disse que os itens recebidos seriam destinados ao acervo público.
  • Meses depois, após a imprensa revelar a existência de pelo menos dois kits com itens de luxo vendidos de forma ilegal, o ex-presidente afirmou que “Nada foi extraviado, nada desapareceu. Nada foi escondido. Ninguém vendeu nada. Acho que a questão desses três pacotes está resolvida”.
  • Em 18 de agosto, Bolsonaro afirmou que os itens eram pessoais e exclusivos.
  • Em 31 de agosto, Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outras seis pessoas prestaram depoimento sobre o caso das joias nas sedes da Polícia Federal em Brasília e São Paulo. Nessa ocasião, Bolsonaro permaneceu em silêncio, assim como Michelle, Marcelo Câmara e Fabio Wajngarten, ex-chefe da comunicação do governo Bolsonaro.