INSS anuncia R$ 4,4 milhões em melhorias nas agências do Rio
Rio de Janeiro
INSS anuncia R$ 4,4 milhões em melhorias nas agências do Rio
Cantor Rick, da dupla com Renner, desaparece após helicóptero perder contato em SC
Famosos
Cantor Rick, da dupla com Renner, desaparece após helicóptero perder contato em SC
Justiça marca para 2027 audiência de sargento da Marinha acusada de matar amigo
Rio de Janeiro
Justiça marca para 2027 audiência de sargento da Marinha acusada de matar amigo
Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno
Destaque
Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno
El Niño influencia primavera com previsão de calor acima de 40°C no Rio
Rio de Janeiro
El Niño influencia primavera com previsão de calor acima de 40°C no Rio
Flamengo e Fluminense já têm datas para as semifinais da Libertadores
Esportes
Flamengo e Fluminense já têm datas para as semifinais da Libertadores
Anvisa determina apreensão de medicamentos falsificados contra câncer e toxina botulínica
Saúde
Anvisa determina apreensão de medicamentos falsificados contra câncer e toxina botulínica

Carlos Jordy defende facções como terroristas e investigação no Master

Em sabatina na Rádio Manchete, candidato do PL ao Senado também propôs redução de mandatos no STF, ocupação permanente de territórios e política para proteger motoristas por aplicativos

Foto: Carlos Junior

O candidato ao Senado Carlos Jordy (PL) defendeu nesta segunda-feira (21), durante a Sabatina Manchete – Eleições 2026, a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e o aprofundamento das investigações sobre o caso Banco Master, independentemente da vinculação política dos envolvidos.

Aos 44 anos, Jordy está no segundo mandato como deputado federal, já foi vereador de Niterói, exerceu a liderança da oposição na Câmara e atualmente integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Ao longo da entrevista, o candidato também falou sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), segurança pública, dívida do Estado do Rio, royalties do petróleo, motoristas de aplicativos e apostas on-line.

Facções como organizações terroristas

Ao tratar da segurança pública, uma das principais bandeiras de sua campanha, Jordy defendeu mudanças na legislação para que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas.

Segundo o candidato, a medida permitiria ampliar o enfrentamento, o compartilhamento de informações e o rastreamento dos recursos movimentados pelo crime organizado.

“Temos que classificá-los como organizações terroristas”, afirmou Jordy. Ele argumentou que o domínio territorial impede a circulação de moradores e restringe o acesso a serviços como internet, gás, transporte por aplicativo e atendimento de ambulâncias.

O candidato também defendeu a cooperação entre as Forças Armadas e as polícias estaduais para a retomada de áreas controladas por criminosos. Para Jordy, as operações devem ser acompanhadas pela presença permanente do poder público, a fim de impedir que os grupos retornem aos territórios.

A proposta, segundo ele, está incluída no plano Brasil Sem Medo, apresentado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Jordy também defendeu o endurecimento das penas, especialmente para condenados por crimes hediondos, e criticou benefícios como a saída temporária e a progressão de regime.

Foto: Carlos Junior

Investigação do caso Banco Master

Questionado sobre a possibilidade de uma investigação atingir o ex-governador Cláudio Castro, Jordy respondeu que todos os citados no caso Banco Master devem ser investigados, inclusive integrantes de seu próprio campo político.

O deputado afirmou ser autor do requerimento de criação da CPMI do Banco Master, que, de acordo com ele, obteve 281 assinaturas — 239 de deputados e 42 de senadores.

“Todos precisam ser investigados. Se for do nosso campo ou se for da esquerda, faríamos uma investigação doa a quem doer”, declarou.

Jordy disse que não mantém relação política com Castro e afirmou ter feito oposição à condução do governo estadual. O candidato também criticou a aplicação de recursos previdenciários em títulos do Banco Master e defendeu a apuração das responsabilidades dos agentes públicos envolvidos.

Críticas ao STF e mandatos de dez anos

O papel do Senado diante do Supremo Tribunal Federal ocupou parte significativa da entrevista. Jordy afirmou que pretende atuar para “reequilibrar os poderes” e defendeu que o Senado analise pedidos de impeachment contra ministros que eventualmente cometam crimes de responsabilidade.

Para o candidato, o uso desse instrumento não representaria uma intervenção no Judiciário, mas o exercício de uma competência prevista na Constituição.

“Ninguém está acima da lei. Todos nós estamos sujeitos à lei e à Constituição, e os ministros também têm que estar”, declarou.

Jordy também propôs uma reforma do Judiciário para transformar o STF em uma corte predominantemente constitucional. Entre as mudanças defendidas está a criação de mandatos de dez anos para os ministros, em substituição à permanência no cargo até a aposentadoria compulsória.

O candidato fez críticas contundentes à atuação de integrantes do Supremo e levantou acusações contra ministros. As declarações foram apresentadas por Jordy durante a entrevista, sem comprovação ou manifestação dos citados na sabatina.

Jordy alega perseguição política

Ao ser questionado sobre o limite entre investigação legítima e perseguição política, Jordy afirmou ter sido alvo de procedimentos seletivos e intimidatórios.

O deputado mencionou investigações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e ao uso da cota parlamentar em contratos de locação de veículos. Ele negou irregularidades e argumentou que as apurações não teriam apresentado provas contra ele.

Jordy também foi questionado sobre pagamentos recebidos por sua esposa por serviços prestados ao Instituto Rio Metrópole, Gestão e Estratégias — Erge. O candidato afirmou que ela trabalhou por alguns meses como assessora jurídica ligada ao programa Segurança Presente e negou qualquer vínculo com a Fundação Ceperj.

Dívida estadual e royalties do petróleo

Jordy apontou a renegociação da dívida pública fluminense e a preservação dos royalties do petróleo entre as prioridades de um eventual mandato.

Segundo o candidato, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) ajudou a reduzir os juros, mas não enfrentou o principal da dívida. Ele defendeu a busca por um novo acordo entre o Estado do Rio e o governo federal.

Jordy também se posicionou contra a redistribuição dos royalties para estados que não produzem petróleo. Para ele, os recursos representam uma compensação financeira pelos impactos ambientais e econômicos suportados pelas regiões produtoras.

Foto: Sherlon Cherene

Limite para taxas dos aplicativos

Apesar de se definir como liberal e defensor do livre mercado, o candidato propôs uma intervenção nas taxas cobradas pelas plataformas de transporte dos motoristas.

Jordy afirmou que os aplicativos chegam a reter mais de 50% do valor pago pelo passageiro em determinadas viagens. Na avaliação dele, a comissão deveria ficar em torno de 15%.

“Tem que ter uma taxa, sim, mas tem que ser em torno de 15%. É o momento de o Congresso assumir essa responsabilidade”, declarou.

O candidato afirmou ainda que poderia votar contra uma proposta apresentada por um eventual governo de seu partido caso considerasse a medida prejudicial ao Rio de Janeiro. “Jamais vou votar alguma coisa simplesmente porque é o meu presidente ou o meu partido. Eu voto de acordo com a minha consciência”, disse.

Ao encerrar a sabatina, Jordy acrescentou que pretende trabalhar pela proibição das casas de apostas on-line no Brasil. Segundo ele, as plataformas têm causado prejuízos financeiros e sociais às famílias brasileiras.