Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Estado
Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne

Candidatos à Presidência declaram ao TSE patrimônios que variam de R$ 30 mil a R$ 242 milhões

Prestação de contas é obrigatória para a oficialização das chapas e serve como termômetro de transparência eleitoral

Os dados de registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenham um mapa de extremos econômicos na disputa pela Presidência da República. No topo da pirâmide financeira, o estreante Augusto Cury (Avante) lidera a lista de bens com um patrimônio declarado de R$ 242 milhões. O valor é cerca de 7.300 vezes maior do que os R$ 33 mil informados por Samara Martins (UP), o menor montante registrado até o momento.

A prestação de contas é obrigatória para a oficialização das chapas e serve como termômetro de transparência eleitoral. Os cidadãos podem consultar o detalhamento de cada postulante por meio da plataforma pública DivulgaCand, do TSE.

Os milionários da disputa

Augusto Cury (Avante) – R$ 242 milhões

O médico psiquiatra e escritor concentra a maior fortuna do pleito. Desse total, R$ 121 milhões correspondem a créditos cedidos à empresa Filadélfia Nature Participações. O restante divide-se em R$ 54 milhões em cotas empresariais e R$ 33 milhões em ações de mercado. Seu candidato a vice, Júlio Delgado (Avante), listou R$ 3,5 milhões.

Romeu Zema (Novo) – R$ 178,7 milhões

O atual governador registrou um avanço de 37,7% em suas finanças pessoais na comparação com 2022. Quase a totalidade da sua fortuna vem de ativos corporativos, com destaque para R$ 94,5 milhões investidos em uma holding familiar. Seu vice, Eduardo Girão (Novo), apontou R$ 34,1 milhões — o que representa uma retração de 6,3% frente a 2018.

Ronaldo Caiado (PSD) – R$ 52,5 milhões

O candidato goiano anotou uma valorização patrimonial de 111% desde o último pleito. A chapa é integrada pelo presidente de seu partido, Gilberto Kassab, que declarou R$ 21 milhões — um salto de 311% em relação à sua última participação eleitoral direta, ocorrida em 2008.

Wilson Grassi (Democrata) – R$ 50 milhões

A prestação do médico veterinário exibe R$ 50 milhões divididos entre cotas de participação societária e patrimônio imobiliário, incluindo parcelas de imóveis alienados. A candidata a vice na chapa, Suêd Haidar, informou deter R$ 460 mil.

Variações e movimentações expressivas

Flávio Bolsonaro (PL) – R$ 8,2 milhões

O senador declarou uma evolução de 370% na comparação com os dados repassados em 2018. O principal vetor desse crescimento foi a incorporação de uma residência oficial em Brasília, precificada em R$ 6,2 milhões. O candidato a vice, Alfredo Gaspar, registrou R$ 565 mil — crescimento de 95% ante as eleições de 2022.

Lula (PT) – R$ 4,8 milhões

Buscando a reeleição, o atual presidente apresentou uma redução de 35,7% em seus bens comparado ao montante de 2022 (R$ 7,4 milhões). O decréscimo se deve à redução de depósitos em previdência privada do tipo VGBL, que recuaram de R$ 5,6 milhões para R$ 3,3 milhões, além da saída de créditos e reembolsos judiciais antigos. Em contrapartida, o patrimônio do vice Geraldo Alckmin (PSB) triplicou, saltando de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões.

Clariana Barão (DC) – R$ 1,8 milhão

O espólio da advogada é ancorado por quatro imóveis (avaliados conjuntamente em cerca de R$ 1,3 milhão) e uma caminhonete Land Rover Discovery Sport cotada em R$ 376 mil. Uma curiosidade de sua chapa é que a candidata a vice, Fabiana Torquato, declarou uma soma maior que a da titular: R$ 2,2 milhões.

Menores valores declarados

Renan Santos (Missão) – R$ 795 mil

O estreante dividiu seus recursos em investimentos gerais e poupança (R$ 300 mil), aportes para atividade profissional autônoma (R$ 275 mil), fundos de capital (R$ 100 mil) e ações societárias (R$ 120 mil). O vice Coronel Medina declarou R$ 1,6 milhão, incluindo uma honraria em ouro avaliada em R$ 200 mil e uma espada militar.

Edmilson Costa (PCB) – R$ 454 mil

O candidato anotou recuo de 9,4% em relação a 2014, motivado por retiradas em contas de poupança. A metade de um apartamento de R$ 350 mil permanece como seu principal patrimônio. A vice, Cleusa Santos, soma R$ 1,79 milhão distribuídos entre imóveis e aplicações financeiras.

Samara Martins (UP) – R$ 33 mil

Dona do menor patrimônio registrado, a candidata possui apenas um automóvel de R$ 29 mil e R$ 4 mil em reserva bancária. Sua candidata a vice, Raquel Bricio, informou não possuir nenhum bem em seu nome.

Ausência de patrimônio

Os postulantes Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) realizaram a inscrição eleitoral sem declarar nenhuma posse. O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) não havia finalizado o preenchimento de seus dados no sistema até o encerramento do prazo regulamentar.