A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, nesta quarta-feira (14/10), três projetos de lei relacionados à religião, à memória histórica e à inclusão. Entre as propostas estão uma homenagem ao Papa Francisco, a criação de uma rota turística ligada à tradição evangélica e o reconhecimento de templos religiosos que acolhem pessoas neurodivergentes e seus familiares.
Um dos projetos determina que a Prefeitura dê o nome de Papa Francisco a um equipamento público em Copacabana, de preferência ligado à assistência social. A proposta lembra a passagem do pontífice pelo Rio em julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude. Francisco morreu em abril de 2025, após 12 anos à frente da Igreja Católica. O texto foi aprovado em definitivo e agora segue para sanção ou veto do prefeito.
Os vereadores também aprovaram, em segunda discussão, a criação da Rota do Patrimônio Evangélico Carioca. A iniciativa prevê o mapeamento e a divulgação de templos históricos, espaços religiosos e locais ligados à contribuição das comunidades evangélicas para a formação cultural, social e arquitetônica da cidade. A proposta ainda será encaminhada ao Poder Executivo.
O terceiro projeto cria o Selo Templo Religioso Amigo da Inclusão, destinado a instituições de diferentes religiões que adotem práticas de acolhimento de pessoas neurodivergentes e seus familiares. A proposta busca incentivar ambientes acessíveis, adaptações sensoriais e a capacitação de religiosos, funcionários e voluntários. O texto foi aprovado em definitivo, com uma emenda, e recebeu o nome de Lei Pastor Glauco Ferreira.
Segundo o autor do projeto do selo, vereador Paulo Messina (PL), a iniciativa pretende ajudar a tornar os espaços religiosos mais acolhedores para famílias que enfrentam dificuldades em ambientes com excesso de ruídos, iluminação intensa ou falta de compreensão sobre as necessidades de pessoas neurodivergentes.






