Depois de cumprir uma agenda intensa em Niterói e participar do culto na igreja que frequenta, Benedita da Silva foi ao encontro dos eleitores no CarnaLula, no último domingo antes da votação. Ela chegou a pé e, para desespero da sua segurança, caminhou do Copacabana Palace até a Rua Siqueira Canpos em meio a um cordão de isolamento formado pela militância. O CarnaLula foi organizado por diferentes blocos de rua, que fazem a festa no chão, sem carro de som nem trio elétrico, apenas com o som acústico dos instrumentos.
A chegada da candidata foi recebida com aplausos e emoção pelos foliões. Ao caminhar entre o público, Benedita ouviu saudações de quem a chamava de “Benediva”.
Com o microfone na mão, ali mesmo, no chão, Benedita falou sobre a importância do Carnaval como expressão da cultura popular do Rio de Janeiro.
Também convocou os presentes a votar não apenas nela e em Lula, mas em uma bancada progressista para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, capaz de ajudar resgatar o Rio e dar apoio ao presidente para governar. Ele reforçou o discurso de que nesta eleição não está em jogo apenas a democracia, mas também a soberania nacional. “Não seremos quintal de ninguém”, disse.
Mais cedo, em Niterói, Benedita havia participado de uma carreata ao lado da deputada estadual Verônica Costa (PT). Depois, foi ao culto de domingo, uma tradição que a rotina intensa da campanha a impediu de manter nas últimas semanas. Benedita não permitiu fotos no culto: faz questão de separar o púlpito do palanque.






