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Auditoria aponta sobrepreço de R$ 20 milhões em contrato do Rio Metrópole

Analise da nova gestão identifica falhas graves em licitação, reaproveitamento de dados e superfaturamento

Reprodução

Uma auditoria da Secretaria da Casa Civil identificou indícios de sobrepreço de aproximadamente R$ 20 milhões em um contrato de R$ 56 milhões firmado pelo Instituto Rio Metrópole (IRM) com a empresa Indupta Soluções em Energia. O acordo previa estudos para otimizar gastos municipais, mas a execução apresentou falhas desde o planejamento.

Entre as irregularidades apontadas estão a concentração de funções incompatíveis por agentes públicos, restrição à competitividade e falta de critérios técnicos para o dimensionamento da equipe, que previa 76 profissionais com salários de até R$ 75 mil.

O relatório também questiona a efetiva entrega dos serviços, apontando o reaproveitamento de dados já existentes. Em uma das etapas, houve apenas a reorganização de informações ao custo de R$ 1,5 milhão; em outra, a empresa recebeu quase R$ 6 milhões para sistematizar dados de faturas de energia e produzir gráficos, enquanto a etapa de campo vistoriou apenas 0,5% dos imóveis. As evidências foram encaminhadas ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e ao Cade.

As novas suspeitas ocorrem menos de um mês após operação do Ministério Público que investigou desvios de R$ 86 milhões no IRM, resultando na prisão e no afastamento de cúpula do órgão.

Sob a presidência interina do secretário Roberto Leão, o instituto determinou um pente-fino completo em suas contas para apurar o uso da autarquia em contratações com baixo controle.