O arquivo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) guarda documentos que ajudam a contar quase 170 anos da história política fluminense. O acervo reúne atas, processos administrativos, registros de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e outros materiais produzidos desde 1856.
Segundo a diretora do arquivo, Evelin Marinho, o conjunto tem grande importância para preservar a memória do Legislativo e permitir pesquisas sobre decisões políticas e mudanças na administração pública ao longo do tempo.
Entre os documentos estão registros de diferentes instituições que fizeram parte da história do estado, como a antiga Assembleia Legislativa da Guanabara, a Câmara Municipal do Distrito Federal e a Assembleia Legislativa do antigo Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói. O acervo também reúne materiais relacionados à fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975.
Acervo inclui episódios importantes da política fluminense
O arquivo preserva documentos de momentos marcantes da política estadual, como o processo de impeachment do ex-governador Wilson Witzel, concluído em 2021, além de registros de CPIs e publicações sobre as atividades parlamentares.
O historiador Douglas Libório destaca que a variedade de documentos permite acompanhar diferentes períodos da história política e compreender como as instituições públicas se transformaram ao longo dos anos.
Digitalização é um dos principais desafios
Apesar da importância histórica, cerca de 90% dos documentos ainda estão em papel. A digitalização é apontada como uma das principais necessidades do setor, pois permitiria ampliar o acesso ao material e facilitar o trabalho de pesquisadores e estudantes.
A diretora Evelin Marinho defende a criação de uma plataforma digital para reunir os registros e permitir consultas pela internet. Atualmente, os interessados precisam fazer uma solicitação formal à Alerj para consultar os documentos físicos, com acompanhamento da equipe do arquivo.
Desde 2021, o acervo funciona no Edifício Lúcio Costa, no Centro do Rio de Janeiro. Antes, os documentos eram guardados no térreo do Palácio Tiradentes.
A expectativa é que a digitalização ajude a preservar os registros históricos e facilite o acesso da população a informações sobre a trajetória política do estado.






