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Arqueólogos encontram navio que afundou há quase 5 mil anos na Turquia

Pesquisadores estimam que embarcação era usada no início da Idade do Bronze

Foto: Galyna Andrushko/Zoonar/picture alliance

Arqueólogos anunciaram a descoberta do que pode ser o naufrágio mais antigo já identificado, nas proximidades da ilha de Kekova, na costa sul da Turquia. Os pesquisadores estimam que a embarcação tenha entre 4.400 e 4.700 anos, remontando ao início da Idade do Bronze.

Embora a estrutura de madeira do navio não tenha sobrevivido, mergulhadores encontraram mais de 30 ânforas de cerâmica e três grandes âncoras de pedra espalhadas pelo fundo do Mar Mediterrâneo, a cerca de 30 metros de profundidade.

Algumas das peças ainda contêm vestígios do conteúdo original.

A idade do naufrágio foi estimada principalmente a partir das ânforas — um tipo de vaso antigo com duas alças laterais.

Como não havia madeira preservada para ser submetida à datação por radiocarbono, os arqueólogos analisaram o formato, os detalhes decorativos e o estilo dos recipientes, que são semelhantes a exemplares encontrados no Egito e no Oriente Médio e datados de 4.400 a 4.700 anos atrás.

Segundo os pesquisadores, a embarcação era usada para transporte de mercadorias entre centros comerciais do Mediterrâneo. Análises indicam que as ânforas podem ter sido produzidas no Vale do Jordão e utilizadas para transportar produtos como azeite de oliva ou vinho.

A descoberta pode ampliar o conhecimento sobre as redes de comércio marítimo da região há quase cinco mil anos.

Caso a datação seja confirmada, o naufrágio será mais antigo que o encontrado próximo à ilha grega de Dokos, atualmente considerado o mais antigo já registrado, datado de 4.200 anos atrás.