Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades
Destaque
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades

AGU processa Discord e pede R$ 500 milhões por dano moral coletivo

Governo aponta violações relacionadas à proteção de mulheres, crianças, adolescentes e animais

reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil na Justiça Federal de Brasília contra o Discord e pede a condenação da plataforma ao pagamento de R$ 500 milhões por dano moral coletivo. O governo aponta violações relacionadas à proteção de mulheres, crianças, adolescentes e animais.

Segundo a AGU, a plataforma não estaria adotando medidas consideradas necessárias pela legislação brasileira, incluindo regras previstas no ECA Digital, aprovado em março deste ano.

O ministro Jorge Messias afirmou que o Discord tem permitido a prática de comportamentos ilegais e classificou alguns ambientes da plataforma como “cracolândias digitais”. Antes da ação, representantes do governo mantiveram reuniões com a empresa durante duas semanas para tentar um acordo, mas não houve consenso.

Governo aponta falhas na plataforma

De acordo com o governo, desde 2025 foram produzidos mais de 115 relatórios técnicos de inteligência relacionados a casos de indução ao suicídio e à automutilação, além de maus-tratos e sacrifícios de animais envolvendo o Discord no Brasil.

As autoridades também apontam falhas na verificação de idade, supervisão e controle parental. A AGU afirma que as plataformas devem adotar medidas proativas para detectar, remover e comunicar conteúdos criminosos às autoridades.

O governo citou ainda a Operação Lívia, deflagrada em 4 de agosto em cinco estados, que investigou crimes envolvendo uma adolescente de 13 anos que morreu durante uma transmissão ao vivo. Segundo o secretário nacional de Direitos Digitais, Vitor Fernandes, o Discord teria demorado para derrubar o servidor e banir contas relacionadas ao caso.

Discord contesta ação

Em nota, o Discord classificou a ação como “desproporcional” e afirmou que mantém diálogo de boa-fé com a AGU. A empresa disse ter apresentado uma proposta para reforçar a segurança da plataforma, incluindo mudanças técnicas e investimentos no Brasil.

A plataforma também negou falta de cooperação com as autoridades e afirmou que não teria recebido clareza suficiente sobre todas as medidas exigidas pelo governo.

Sobre a morte da adolescente, o Discord declarou que o caso envolveu múltiplas plataformas e que teria investigado e desativado um servidor privado relacionado a conteúdos de automutilação antes da morte.

A empresa afirmou ainda que mantém equipes especializadas para identificar ameaças de alto risco, remover usuários e conteúdos considerados mal-intencionados e colaborar com autoridades policiais.