Festival Pet chega ao Rio com atrações gratuitas e doação de 20 toneladas de ração
Rio de Janeiro
Festival Pet chega ao Rio com atrações gratuitas e doação de 20 toneladas de ração
Incêndio atinge prédio ocupado por mais de 100 famílias no Rio Comprido
Rio de Janeiro
Incêndio atinge prédio ocupado por mais de 100 famílias no Rio Comprido
Justiça suspende liberação do Maracanã para Vasco x Boca Juniors
Esportes
Justiça suspende liberação do Maracanã para Vasco x Boca Juniors
TRE-RJ confirma vitória de Douglas Ruas no primeiro turno para o governo do estado
Destaque
TRE-RJ confirma vitória de Douglas Ruas no primeiro turno para o governo do estado
Nova Iguaçu terá domingo de lazer gratuito com corrida, jogos e distribuição de livros
Nova Iguaçu
Nova Iguaçu terá domingo de lazer gratuito com corrida, jogos e distribuição de livros
Acidente com cinco veículos deixa cinco mortos e nove feridos na BR-393
Estado
Acidente com cinco veículos deixa cinco mortos e nove feridos na BR-393
Apostadores já receberam mais de R$ 1 bilhão em saldos de bets
Brasil
Apostadores já receberam mais de R$ 1 bilhão em saldos de bets

A um mês das convenções, presidenciáveis aceleram articulações para definir chapas e fechar alianças

Presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV

O relógio corre contra as equipes de pré-campanha na corrida presidencial. A menos de um mês para o início oficial das convenções partidárias — período entre 20 de julho e 5 de agosto em que as siglas precisam chancelar suas candidaturas —, a busca pelo “vice ideal” virou a prioridade absoluta dos articuladores políticos.

Segundo especialistas e coordenadores de campanha, a escolha do segundo nome da chapa obedece a dois critérios centrais: capacidade de “furar a bolha” (reduzindo a rejeição do cabeça de chapa em setores específicos do eleitorado) e a garantia de tempo de propaganda no rádio e na televisão por meio de coligações robustas.

“O vice é uma sinalização que o partido faz para uma parcela do eleitorado, para a opinião pública e para outros partidos”, explica o cientista político Carlos Ranulfo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Lula aposta na estabilidade com Alckmin

Na centro-esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou pelo pragmatismo e pela repetição da fórmula que o elegeu. O atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), está confirmado na chapa.

Apesar de pressões iniciais de setores do PT e do MDB, que defendiam um nome emedebista para atrair o eleitorado de centro-direita, a fidelidade e a discrição de Alckmin pesaram a favor do ex-tucano. Aliados destacam a atuação de Alckmin no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio como um trunfo técnico essencial diante de desafios do cenário econômico global.

Flávio Bolsonaro busca “antídoto” feminino e regional

No Partido Liberal (PL), a estratégia da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro é atrair o eleitorado feminino. A busca por uma mulher para a vice ganhou contornos de urgência após atritos públicos recentes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A ala pragmática do PL rejeita uma chapa “puro-sangue” (formada apenas por integrantes do próprio partido) e foca em nomes do Progressistas (PP) para ampliar a aliança:

  • Simone Marquetto (PP-SP): Deputada federal por São Paulo, traria o peso do maior colégio eleitoral do país e forte diálogo com o eleitorado católico.
  • Clarissa Tércio (PP-PE): Parlamentar evangélica e de Pernambuco, vista como uma ponte para crescer na região Nordeste.
  • Tereza Cristina (PP-MS): Senadora e ex-ministra da Agricultura, considerada o “nome impecável” por aliados devido à sua vasta experiência e trânsito no agronegócio.

Zema mira diversidade e Caiado busca tempo de TV

A terceira via e a centro-direita também movimentam os bastidores. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) prometeu anunciar seu companheiro de chapa nos próximos dias. O nome mais cotado é o do empresário e palestrante Geraldo Rufino (Podemos). Homem negro e de trajetória popular, Rufino agregaria diversidade à chapa de Zema e garantiria ao partido Novo o tempo de televisão do Podemos, hoje inexistente para a sigla mineira.

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) adota uma postura de maior cautela. A equipe de Caiado prioriza a construção de uma coligação com um partido de grande porte para viabilizar sua estrutura de campanha, mas as negociações devem se estender até o limite do prazo das convenções.

Correndo por fora, Renan Santos (Missão) ainda tateia o cenário político. Embora priorize uma solução interna dentro da própria sigla, interlocutores não descartam abrir conversas com outras legendas de menor expressão nas próximas semanas.