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Polícia Civil ouve chefe de segurança clandestina por morte em Copacabana

Depoimento busca esclarecer contratação irregular de serviços de vigilância após homicídio

Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ouve, na tarde desta quarta-feira (26), Aluisio da Silva Filho. Ele é apontado como o chefe da equipe de segurança clandestina envolvida na agressão. O crime resultou na morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

O depoimento é conduzido pela 12ª DP (Copacabana), delegacia que lidera as investigações do caso. No dia anterior, terça-feira (25), cinco pessoas prestaram depoimento à autoridade policial. Entre elas estavam os proprietários de um bar, um restaurante e uma farmácia da região. Segundo o inquérito, esses comerciantes recorriam de forma irregular aos serviços de vigilância.

Os serviços eram prestados por Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, ambos já presos. Os lojistas não são investigados como participantes diretos das agressões físicas à vítima. O objetivo da polícia é esclarecer como funcionava a contratação e a atuação da milícia. Até o momento, a investigação da Polícia Civil já resultou na prisão de quatro suspeitos.

Estão presos os seguranças Davi e Jorge, além dos entregadores Felipe e Ailton. Todos os quatro suspeitos vão responder judicialmente pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Imagens de câmeras mostram Jorge carregando um pedaço de madeira e a bicicleta da vítima. Felipe, de 23 anos, e Ailton também foram identificados pelas gravações participando do espancamento. Felipe havia se apresentado espontaneamente às autoridades policiais na última quinta-feira (21).

Durante os depoimentos, o segurança Davi apresentou versões contraditórias aos investigadores. Primeiramente, alegou ter desferido apenas um soco e culpou os entregadores pelo restante. Depois, mudou o depoimento e confessou ter participado ativamente de todo o espancamento. Admitiu ter desferido socos, chutes e utilizado um cassetete contra Cláudio Rafael Landeiro.

As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos na rede de segurança ilegal.