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PM ocupa Complexo de Israel por tempo indeterminado

Policiais fazem nesta terça-feira mais uma operação nas comunidades dominadas pelo TCP

reprodução

As polícias Civil e Militar iniciaram nesta terça-feira (25) uma operação conjunta contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) que atuam no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação é resultado de investigações da 38ª DP (Brás de Pina) e tem como objetivo cumprir dezenas de mandados de prisão contra alvos envolvidos em diferentes crimes.

As diligências ocorrem nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu informações de diferentes ocorrências apuradas ao longo de meses de trabalho de inteligência.

Ocupação permanente

A Polícia Militar decidiu manter uma ocupação por tempo indeterminado na região conhecida como Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (24), após uma operação contra o Terceiro Comando Puro (TCP) que terminou com quatro suspeitos presos, dois fuzis apreendidos e uma reação de criminosos que provocou bloqueios na Avenida Brasil.

A ocupação abrange áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas e Cordovil. Segundo a PM, policiais permanecerão fazendo cerco e patrulhamento no entorno das comunidades de Parada de Lucas, Pica-Pau e Cinco Bocas, além de áreas de Cordovil.

A região é controlada pelo TCP, principal rival do Comando Vermelho, e recebeu o nome de Complexo de Israel a partir da simbologia adotada pelo grupo comandado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.

A corporação afirma que a presença policial não tem prazo determinado para terminar e busca “restabelecer a sensação de segurança da população”.

A ocupação contará não apenas com os batalhões responsáveis pelo policiamento da região. Unidades especializadas também foram mobilizadas para manter a presença policial e controlar importantes corredores viários.

Entre elas estão o Grupamento Aeromóvel, o batalhão especializado no policiamento de vias expressas e o batalhão de motocicletas. As equipes deverão atuar também em vias estratégicas que passam pela região, como a Avenida Brasil e a Rodovia Presidente Dutra.

De acordo com a Polícia Militar, comunidades da região têm registrado barricadas e abertura de valas pelo tráfico para dificultar o acesso das forças de segurança. “A região tem sido alvo de ações criminosas, como a instalação de barricadas, a abertura de valas pelo tráfico de drogas em vias de acesso e nas proximidades de residências, além de episódios de intolerância religiosa promovidos por integrantes de grupos criminosos”, informou a PM.

Reação do tráfico
A decisão de manter policiais na região ocorre após uma operação que mobilizou mais de 200 agentes nesta segunda-feira. Quatro suspeitos foram presos, e os policiais apreenderam dois fuzis, duas granadas, drogas e um rádio transmissor.

Um dos objetivos da ação foi conter a atuação do TCP em uma área marcada por crimes como roubos de veículos e cargas. A PM também afirmou que a operação buscou combater episódios de intolerância religiosa atribuídos a integrantes do grupo criminoso.

Durante a ofensiva policial, criminosos reagiram com bloqueios na Avenida Brasil. Dois caminhões foram incendiados, provocando a interrupção do trânsito nos dois sentidos da principal via expressa da cidade.

A ação desta segunda-feira foi a segunda etapa de uma operação iniciada na sexta-feira na Cidade Alta. Na primeira fase, segundo a PM, mais de nove veículos foram recuperados e mais de dez toneladas de barricadas foram retiradas.