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Câmara do Rio aprova Marcha para Jesus no roteiro turístico e cria Dia da Família Conservadora

Propostas seguem agora para sanção do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD)

reprodução

Os vereadores da Câmara do Rio aprovaram em definitivo nesta quarta-feira (19), tradicional dia de inclusão de propostas não polêmicas na pauta, dois projetos de caráter conservador e que dão pano para manga: um que inclui a Marcha para Jesus no guia oficial e no roteiro turístico do município, e outro que cria o Dia da Família Conservadora no calendário oficial da cidade.

As propostas são de autoria da vereadora Helena Vieira (PSDB) e do vereador Fernando Armelau (PL), respectivamente.

Na justificativa do Projeto de Lei 2.193/2026, Helena Vieira destaca a relevância religiosa, cultural e social da Marcha para Jesus e aponta o potencial do evento para atrair visitantes e movimentar setores como hotelaria, comércio, transporte e serviços. A marcha reúne milhares de pessoas anualmente em manifestações públicas de fé cristã e já se tornou ponto de encontro para o eleitorado e lideranças de direita e do conservadorismo.

“A inclusão do evento representa o reconhecimento de sua relevância no calendário da cidade, ampliando sua visibilidade institucional e potencializando sua divulgação”, afirma a vereadora na justificativa do texto.

“Ressalta-se que a iniciativa respeita plenamente os princípios constitucionais, em especial a liberdade religiosa e a laicidade do Estado, ao reconhecer a relevância cultural e social de uma manifestação tradicional, sem qualquer imposição de natureza religiosa”, continua a parlamentar.

Dia da Família Conservadora

Já a segunda proposta, o Projeto de Lei 1.783/2026, inclui o Dia da Família Conservadora no Calendário Oficial da Cidade, consolidado por uma lei de 2010. A data deverá ser celebrada anualmente em 18 de fevereiro, segundo o texto. A medida, vale ressaltar, é simbólica.

Na justificativa, Fernando Armelau afirma que a medida é uma forma de “reconhecimento institucional a um segmento significativo da sociedade carioca”.

“A família constitui a base da organização social, sendo espaço primário de formação moral, afetiva e cívica. Ao longo da história do município, inúmeras famílias estruturadas sob valores tradicionalmente associados à fé cristã, à estabilidade, ao compromisso duradouro, ao amor à pátria, à responsabilidade parental e à solidariedade entre gerações desempenharam papel relevante na construção da vida comunitária, no fortalecimento dos vínculos sociais e na formação das futuras gerações”, defende Armelau.

O vereador sustenta que a criação da data não representa a imposição de um modelo de família ou a exclusão de outras configurações familiares e afirma que “diferentes concepções de organização familiar devem ser respeitadas, inclusive aquelas que optam pela preservação de referências culturais e morais consolidadas ao longo do tempo”.

Com a aprovação em segundo turno na Câmara, os dois projetos seguem agora para sanção do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que tem 15 dias para decidir entre sancionar ou vetar as propostas.