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Prefeitura do Rio barra cinco empresas de helicóptero na Lagoa após série de acidentes

Apenas uma operadora continua autorizada a realizar voos panorâmicos; medida reforça fiscalização após mortes e irregularidades no setor.

Foto: Reprodução

A Prefeitura do Rio anunciou nesta terça-feira (18/08) a suspensão da autorização de cinco empresas para operar no heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da cidade. Com a decisão, apenas a empresa Helisul permanece autorizada a realizar voos panorâmicos no local.

Segundo a administração municipal, as empresas possuíam autorização para pousos e decolagens, mas não estavam habilitadas a oferecer passeios turísticos de helicóptero a partir do heliponto.

As empresas impedidas de utilizar o espaço são Be Faster Serviços Aéreos, Bal Harbour Holding Patrimonial, Nobre Turismo Aéreo, Infinity Serviços Aéreos e Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos. Esta última era responsável pela aeronave que caiu na região da Vista Chinesa, no último dia 8 de agosto, acidente que deixou quatro mortos.

As medidas foram anunciadas pelo prefeito Eduardo Cavaliere em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em meio ao aumento das preocupações com a segurança dos voos panorâmicos na cidade.

Durante a coletiva, a Anac informou que fiscalizou nove empresas do setor e suspendeu quatro delas. Entre 18 aeronaves inspecionadas, nove também foram retiradas de operação por irregularidades.

A fiscalização ganhou força após uma sequência de acidentes envolvendo helicópteros no estado. Somente este ano, 13 pessoas morreram em ocorrências aéreas no Rio de Janeiro. Em agosto, um helicóptero caiu na região da Vista Chinesa, matando quatro pessoas. Em junho, uma colisão entre duas aeronaves no Recreio dos Bandeirantes deixou seis mortos. Já em janeiro, outro acidente em Guaratiba resultou na morte de três pessoas.

O endurecimento das regras ocorre em um momento de crescimento da atividade aérea na cidade. Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral apontam que a frota de helicópteros no Rio passou de 247 aeronaves em 2023 para 319 em 2026, um aumento de 29%.

Além disso, uma investigação do Ministério Público Federal revelou que cerca de 25 mil voos panorâmicos foram realizados no Rio em 2025. O órgão também pediu que esses voos sejam concentrados em um corredor aéreo sobre o mar, entre a Barra da Tijuca e o Arpoador, para aumentar a segurança e reduzir os impactos sobre áreas urbanas.

Outro ponto que preocupa as autoridades é o descumprimento das regras de altitude. Um levantamento da Aeronáutica mostrou que 28% das aeronaves monitoradas passaram abaixo da altura mínima permitida em operações próximas ao Aeroporto de Jacarepaguá, sendo os helicópteros responsáveis pela maioria das infrações registradas.

*Em atualização