Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Estado
Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne

Justiça autoriza transferência de Élcio de Queiroz para presídio no Rio

Pedido foi feito pela defesa, que alegou dificuldades financeiras da família para viajar até Brasília e visitar o detento

Élcio Queiroz fez delação premiada e deu detalhes da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes — Imagem: Arquivo

A Justiça do Rio autorizou, nesta sexta-feira (14), a transferência de Élcio de Queiroz para uma unidade prisional do estado. Condenado pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ele está preso desde 2023 no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O pedido de transferência foi feito pela defesa, que alegou dificuldades financeiras da família para viajar até Brasília e visitar o detento. Segundo os advogados, a distância tem prejudicado o contato familiar, considerado importante para a reintegração social da pessoa presa.

Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), destacou que a Lei de Execução Penal prevê, entre seus objetivos, a criação de condições para a harmônica integração social do preso.

O magistrado também citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo o qual a transferência entre unidades prisionais pode ser autorizada quando houver interesse público e conveniência da administração penitenciária.

De acordo com Nóbrega, há interesse público na transferência de Élcio para o Rio porque não existe ordem de prisão expedida pelo Distrito Federal e porque ele retornaria ao estado responsável por suas condenações. O juiz também apontou dificuldades enfrentadas pelo Ministério Público do Rio na fiscalização das condições do acordo de colaboração premiada firmado pelo detento, já que o processo de execução penal tramita em outro estado.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal indicou que há possibilidade de manter Élcio de Queiroz custodiado no Rio. Ainda não foi informado quando a transferência será realizada.

Pena aumentada

No último dia 4, a Justiça do Rio aumentou a pena de Élcio de Queiroz de 59 anos e oito meses para 76 anos e seis meses de prisão. A decisão também considerou a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

O aumento ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio. A acusação sustentou que a condenação de 2024 não havia considerado circunstâncias relevantes para a definição da pena.

A 1ª Câmara Criminal do TJRJ também aumentou a pena de Ronnie Lessa, que passou de 78 anos e nove meses para 81 anos e 10 meses.

Lessa e Élcio foram presos em 12 de março de 2019, cerca de um ano após o assassinato de Marielle e Anderson. Lessa confessou ter efetuado os disparos contra o carro da vereadora, enquanto Élcio admitiu ter dirigido o Chevrolet Cobalt usado na emboscada.

Investigação

As investigações sobre o crime passaram por diferentes órgãos de segurança pública e instâncias judiciais ao longo dos anos. Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram apontados como mandantes do assassinato.

Segundo a investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a morte de Marielle teria sido encomendada para tentar impedir a atuação da vereadora contra loteamentos clandestinos de terras na Zona Oeste do Rio. Os irmãos Brazão negam envolvimento no crime.

Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018, no Estácio, na região central do Rio. A vereadora havia participado de um evento voltado para mulheres negras, na Lapa, e seguia de carro quando o veículo foi perseguido.

Na Rua Joaquim Palhares, próximo à Praça da Bandeira, o carro de Marielle foi atingido por disparos. A vereadora foi baleada quatro vezes e Anderson, três. Os dois morreram dentro do veículo.