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Governo Brasileiro aprova lei que altera o piso mínimo do frete rodoviário

Legislação define atualização periódica pela ANTT e confirma veto à anistia de multas para caminhoneiros.

Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário. A nova norma estabelece a necessidade de um valor mínimo para a operação, sem fixar cifras diretas.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passa a ser responsável por atualizar os pisos periodicamente. Essas atualizações ocorrerão sempre que houver variações relevantes no preço dos combustíveis. O texto deriva de uma medida provisória publicada em março, em meio à crise no Oriente Médio. O objetivo principal da medida é garantir que os valores reflitam os custos reais, como diesel e pedágios.

A lei torna obrigatório o cadastramento da operação e a geração do Código Identificador da Operação de Transporte.Também foram introduzidas medidas administrativas e penalidades para transportadores que desrespeitarem o piso.

No Congresso, a Câmara tentou incluir um piso salarial de R$ 5 mil mensais para motoristas de longa distância. Entretanto, o Senado Federal excluiu o valor por considerá-lo inconstitucional e inadequado para definição parlamentar.

O valor do frete passa a ter caráter vinculante, gerando sanções legais em caso de descumprimento. A política de preços mínimos foi criada em 2018, após a greve nacional da categoria.

O mecanismo do gatilho determina reajustes obrigatórios sempre que a oscilação do combustível superar 5%. O projeto original também previa a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros em manifestações de 2022.

No entanto, o Ministério dos Transportes recomendou à Casa Civil a retirada de seis dispositivos da proposta. Entre os trechos vetados por Lula está justamente o perdão das multas aplicadas nos bloqueios rodoviários pós-eleições.