Cais do Valongo ganha reconhecimento internacional como símbolo da memória da escravidão
Rio de Janeiro
Cais do Valongo ganha reconhecimento internacional como símbolo da memória da escravidão
Rio lança painel inédito para mapear a Economia Azul
Estado
Rio lança painel inédito para mapear a Economia Azul
Dia de Finados terá missas em diversos cemitérios do Rio; confira a programação
Rio de Janeiro
Dia de Finados terá missas em diversos cemitérios do Rio; confira a programação
Morre Patrick Stewart, ícone de Star Trek e X-Men, aos 86 anos
Famosos
Morre Patrick Stewart, ícone de Star Trek e X-Men, aos 86 anos
Rio concentra quase um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no Brasil
Estado
Rio concentra quase um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no Brasil
Torcedor é baleado no pescoço em ataque antes de Vasco x Flamengo em Caxias
Baixada Fluminense
Torcedor é baleado no pescoço em ataque antes de Vasco x Flamengo em Caxias
MPT cobra R$ 50 milhões da Meta por conteúdos de assédio eleitoral na internet
Brasil
MPT cobra R$ 50 milhões da Meta por conteúdos de assédio eleitoral na internet

Operação mira clube e pousada usados para lavar dinheiro do tráfico

Investigação aponta que grupo ligado ao Comando Vermelho movimentou mais de R$ 11 milhões

reprodução

A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira (4), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho que, segundo as investigações, usava o Várzea Country Clube, em Água Santa, na Zona Norte do Rio, e uma pousada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, para movimentar recursos ilícitos. A ação cumpre mandados de busca e apreensão e mira uma estrutura ligada a facção que teria movimentado mais de R$ 11 milhões.

A Operação Quimera é conduzida por policiais da 52ª DP (Nova Iguaçu), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio. Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de contas e bens, restrições sobre veículos e empresas e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

As investigações começaram após dirigentes do Social Clube Marabu, no Encantado, denunciarem que estavam sendo ameaçados por traficantes para entregar o controle do espaço. Segundo a Polícia Civil, além de tentar assumir a administração do clube, o grupo exigia o pagamento mensal de R$ 6 mil para permitir o funcionamento do local.

Com o avanço das apurações, os agentes identificaram um esquema semelhante no Várzea Country Clube, que, de acordo com a investigação, passou a ser administrado informalmente por pessoas ligadas à facção, responsáveis por controlar eventos, movimentações financeiras e decisões internas da instituição.

A polícia também aponta a atuação de um núcleo familiar responsável por administrar os recursos do grupo. Um dos investigados é operador financeiro da organização, enquanto outro movimentou R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, apesar de não possuir atividade empresarial compatível.

Outro alvo realizou cerca de 40 transferências via PIX que somaram R$ 240 mil e, segundo a Polícia Civil, já aparece como investigado em cerca de 20 procedimentos, a maioria relacionada a roubos de carga. Já uma mulher, que declarou renda de aproximadamente R$ 3,2 mil como recepcionista, movimentou cerca de R$ 2,2 milhões no mesmo período e recebeu R$ 253 mil de um dos investigados.

A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) revelou movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos, além de uma intensa circulação de dinheiro entre familiares, empresas e pessoas físicas por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via PIX.

Pousada em Búzios
Os agentes também identificaram uma pousada em Armação dos Búzios que, segundo a investigação, era usada para lavar dinheiro do tráfico. Apesar de ter apenas 16 quartos, cinco funcionários e cobrar diárias em torno de R$ 540 na alta temporada, o estabelecimento movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses e recebeu mais de 600 depósitos em espécie, que totalizaram aproximadamente R$ 955 mil.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras ultrapassam R$ 11 milhões e apresentam características típicas de lavagem de dinheiro, como ocultação patrimonial, pulverização de recursos e uso de pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento da origem dos valores.

A operação integra a Operação Contenção, ofensiva do Governo do Estado para enfraquecer a estrutura financeira e operacional do Comando Vermelho.