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Sem acordo, rodoviários anunciam greve a partir da meia-noite do dia 29

Categoria rejeita proposta do Rio Ônibus e mantém reivindicação por reajuste salarial, melhores condições de trabalho e ampliação de benefícios

Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram entrar em greve a partir da meia-noite do próximo dia 29 após rejeitarem a contraproposta apresentada pelo Rio Ônibus. A decisão foi tomada durante assembleia geral realizada na sede do Sindicato dos Rodoviários, que reuniu cerca de 500 trabalhadores da categoria.

Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, apesar do estado de greve já decretado, a paralisação tornou-se inevitável devido à falta de avanço nas negociações. De acordo com ele, o último contato do Rio Ônibus com a entidade resultou na proposta de reajuste de 4,39%, índice correspondente à inflação acumulada pelo IPCA até abril deste ano.

A proposta previa aumento de R$ 150,15 para os motoristas de ônibus convencionais, elevando o salário de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Já os motoristas de ônibus articulados da categoria E teriam reajuste de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.

Para o sindicato, os valores são insuficientes diante da realidade enfrentada pelos trabalhadores. A entidade destaca que muitos profissionais cumprem jornadas extensas e convivem diariamente com situações de violência, como assaltos, agressões e sequestros.

Os rodoviários mantêm a pauta de reivindicações aprovada pela categoria, que inclui mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados e de R$ 4 mil para os demais condutores, fim dos contratos temporários e contratação via CLT para os profissionais do BRT, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no regime 5×2, manutenção do passe livre, pagamento dos 30 minutos do intervalo de almoço e oferta de planos de saúde e odontológico.

O presidente do sindicato afirmou que espera uma solução para o impasse entre o Rio Ônibus e a Prefeitura do Rio antes do início da paralisação, evitando prejuízos à população que depende do transporte coletivo.