Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Brasil
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Brasil
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Rio de Janeiro
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Rio de Janeiro
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Política
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio de Janeiro
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas
Rio de Janeiro
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas

STF nega pedido de liberdade do deputado Thiago Rangel após descoberta de intimidação

O deputado foi preso sob suspeita de chefiar um esquema de desvios de recursos na Secretaria de Educação.

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liberdade do deputado Thiago Rangel (Avante), preso desde maio por suspeita de desvios na Educação do estado.

O STF manteve a prisão depois que a Polícia Federal (PF) descobriu mensagens de intimidação enviadas pelo político à nova secretária de Educação. Conversas obtidas pela investigação mostram outros episódios de planejamento de ataques a desavenças políticas.

O parlamentar do Avante foi preso no começo de maio suspeito de chefiar um esquema de desvios na Secretaria Estadual de Educação.

De acordo com a PF, obras em escolas nas regiões sob influência do deputado eram direcionadas para empresas ligadas ao grupo criminoso.

O escândalo das reformas sob suspeita de superfaturamento, num sistema sem transparência que gastou mais de R$ 1 bilhão. Logo depois, o governo mudou a cúpula da secretaria. Saiu a secretária Roberta Barreto e entrou como titular da pasta Luciana Calaça.

A nova secretária foi procurada por Thiago Rangel pouco tempo depois de assumir o cargo. A PF descobriu que, na véspera de ser preso, o deputado mandou mensagens para ela. De acordo com a investigação, ele fez cobranças em tom de ameaça depois de uma série de demissões na secretaria.

Thiago Rangel escreveu: “Boa tarde, secretária. A indicação do Noroeste partiu do deputado Jair Bittencourt. Só estou passando para lhe dizer que, além da falta de respeito, isso não vai ficar assim. Desculpe o desabafo, mas quem fez errou muito”.

De acordo com a investigação, ele se referia à perda de cargos nas diretorias regionais de educação do Norte e Noroeste. A secretária Luciana Calaça manteve as mudanças e prestou depoimento à PF para informar sobre as mensagens.

Em áudios obtidos pela investigação, Thiago Rangel dava ordens à então diretora regional do Noroeste, Jucia Gomes de Souza Figueiredo, que também está presa. “Tudo que acontecer dentro da regional eu quero saber. Eu não tenho que dar satisfação a ninguém. O deputado sou eu. A indicação é minha e quem manda sou eu.”

Conversas mostram também como o grupo agia diante de desavenças.

Quando Thiago Rangel ainda era vereador em Campos, em 2021, seu assessor e braço direito Fábio Azevedo enviou a ele uma publicação numa rede social, que tinha críticas à atuação parlamentar. Rangel disse: “Vou dar um jeito nele. Onde ele mora? Me arruma o endereço, vou mandar uma surpresa”. Fábio respondeu por áudio que iria dar um jeito de descobrir. O parlamentar disse: “Depois de 12 tiros no portão, o recado está dado.”