Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Rio de Janeiro
Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Brasil
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Brasil
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Região Serrana
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Economia
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE

Ricardo Couto veta projeto sobre banheiros para pessoas trans e não-binárias

Medida proposta por Índia Armelau havia sido aprovada no fim de maio pela Alerj

Aprovado em meio a críticas da oposição e sob ameaça de judicialização, o projeto de lei que determinava a instalação obrigatória de banheiros e vestiários destinados a pessoas trans “não redesignadas” e não-binárias em espaços públicos e privados de grande circulação foi vetado pelo governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, nesta segunda-feira (22).

A proposta, de autoria da deputada Índia Armelau (PL), havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa(Alerj) no fim de maio, por 29 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção.

Antes da decisão, a deputada Dani Balbi (PCdoB), primeira parlamentar trans do Parlamento fluminense, encaminhou um ofício ao governador em exercício solicitando o veto da matéria. A parlamentar também anunciou que recorreria ao Tribunal de Justiça caso o projeto fosse sancionado.

O veto total foi formalizado por meio de ofício encaminhado à Alerj. Nas razões apresentadas, Ricardo Couto se baseou em pareceres de órgãos técnicos do governo estadual e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Segundo o documento encaminhado ao Legislativo, a proposta acabaria institucionalizando uma diferenciação jurídica baseada na identidade de gênero, produzindo efeito contrário ao objetivo declarado pelo projeto. Na avaliação do governo, a medida poderia reforçar mecanismos de “segregação e rotulação social”.

A Procuradoria Geral do Estado argumentou ainda que a criação de uma categoria sanitária específica para pessoas trans e não-binárias retiraria desses cidadãos a possibilidade de utilizar os banheiros correspondentes à identidade de gênero com a qual se identificam.

Para o Executivo estadual, a medida poderia gerar efeitos discriminatórios ao estabelecer um tratamento diferenciado para um grupo específico da população.

Outro conjunto de argumentos apresentados para justificar o veto envolve questões técnicas e orçamentárias. Pareceres da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana e do Metrô-Rio apontaram limitações estruturais e de espaço físico que dificultariam a adaptação de terminais e estações para atender às exigências previstas no projeto.

De acordo com os órgãos consultados, a implantação dos novos espaços poderia comprometer a operação dos equipamentos públicos e afetar o fluxo de passageiros em áreas de grande circulação.

O governo também destacou que o texto aprovado não apresentava estimativa de impacto financeiro nem indicava fonte de custeio para a execução das medidas. Segundo a avaliação técnica, essa ausência poderia gerar incompatibilidades com as regras do Regime de Recuperação Fiscal.

Além disso, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços apontou possíveis impactos sobre a atividade econômica. O entendimento é que a obrigação de adaptação poderia representar custos adicionais para pequenos e médios empreendedores, que possuem menor capacidade financeira para realizar investimentos estruturais.

Com o veto publicado, o projeto fica barrado temporariamente. O próximo passo dependerá da análise da Alerj, que poderá decidir pela manutenção ou pela derrubada da decisão do governador em exercício em votação futura.