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PF deflagra Operação Red Fox contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas e drogas

Houve bloqueio de quase meio Bilhão de reais vinculados à facção criminosa com forte atuação no Rio de Janeiro

Um operador financeiro responsável por fornecer armas e drogas para o Comando Vermelho foi preso durante a Operação Red Fox, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema transnacional de lavagem de dinheiro que movimentou quase R$ 500 milhões e contou com apoio de autoridades do Suriname.

A ação foi realizada entre sexta-feira (19) e sábado (20) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).

Segundo as informações, o preso identificado como Arnaldo Ribeiro, chegou a negociar a compra de 10 fuzis AK-47 para o braço da facção que atua na Região Norte do Brasil.

De acordo com a PF, a organização criminosa mantinha uma estrutura financeira responsável por ocultar e movimentar recursos destinados à compra de armas de uso restrito e drogas provenientes do exterior, que abasteciam integrantes da facção no Rio de Janeiro e em outros estados.

Ao todo, quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Dois investigados foram localizados no Suriname, presos pelas autoridades locais e deportados para o Brasil, onde tiveram as prisões efetivadas em Belém (PA). Os outros dois alvos foram presos no Rio de Janeiro e em Tabatinga (AM), município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

De acordo com a Polícia Federal, um dos presos é apontado como operador financeiro da organização criminosa e teria movimentado mais de R$ 150 milhões durante o período investigado. Outra investigada seria responsável pela logística e pela movimentação de recursos no eixo internacional da organização.

As investigações também apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, transferências via Pix, depósitos fracionados e movimentações incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos para ocultar a origem dos valores e viabilizar pagamentos a fornecedores de armas e drogas.

Além das prisões, a 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio, o sequestro e a indisponibilidade de bens, direitos e valores de até R$ 500 milhões, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.

Segundo a Polícia Federal, outros nove mandados de prisão preventiva continuam em aberto, incluindo investigados apontados como lideranças da facção.

As investigações prosseguem para localizar os foragidos, aprofundar a análise financeira e identificar outros integrantes da rede criminosa.