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Padeiro foi morto por milicianos após se recusar a dobrar o preço do pão na Zona Oeste do Rio, aponta investigação

Segundo testemunhas, os criminosos determinaram o aumento do preço do pão francês de R$ 0,30 para R$ 0,60

A Polícia Civil identificou integrantes da milícia suspeitos de envolvimento no assassinato do padeiro Rafael Oliveira Braga, morto após se recusar a pagar a chamada “taxa da farinha”, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. O caso foi revelado pelo Fantástico no último domingo (7).

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital apontam que o esquema de controle e superfaturamento da farinha, antes associado a áreas dominadas pelo tráfico, também é praticado por milicianos. Segundo testemunhas, os criminosos determinaram o aumento do preço do pão francês de R$ 0,30 para R$ 0,60 e obrigavam comerciantes a adquirir farinha fornecida pela organização.

De acordo com a polícia, a recusa de Rafael em se submeter às exigências levou à ordem para sua execução, como forma de manter o controle econômico da região e intimidar outros comerciantes.

Foram denunciados pelo homicídio João Lucas Vieira Carreira de Jesus, conhecido como “Jotinha”, apontado como executor da milícia, e Paulo Roberto de Carvalho Martins, o “Jorjão” ou “PL”, identificado como uma das principais lideranças do grupo em Paciência, especialmente nas localidades de Nova Jersey, Gouveia e Varanda.

Outro suspeito, Erlan Oliveira de Araújo, o “Orelha”, apontado como mandante do crime e homem de confiança de PL, não foi denunciado porque morreu em 2025, durante o andamento das investigações.

Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram Jotinha na garupa de uma motocicleta vermelha momentos antes do crime. Por volta das 6h06, ele e outro criminoso ainda não identificado teriam efetuado os disparos contra Rafael e fugido pela Estrada dos Vieiras. Antes do assassinato, Jotinha foi visto em uma padaria na esquina com a Rua Alvorada de Minas, local apontado pelos investigadores como ponto de encontro de integrantes da milícia.