Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Brasil
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Brasil
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Rio de Janeiro
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Rio de Janeiro
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Política
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio de Janeiro
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas
Rio de Janeiro
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas

Operação Shell Company: MPRJ denuncia 11 por fraude bancária de R$ 8,2 milhões

Investigação revela esquema de laranjas e participação de gerentes de banco

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma nova denúncia contra 11 pessoas acusadas de integrar um sofisticado esquema de fraudes bancárias. De acordo com as investigações, o grupo criminoso foi responsável por causar um prejuízo superior a R$ 8,2 milhões. A ação penal é o desdobramento da segunda fase da Operação Shell Company, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), que visa desarticular uma organização especializada em golpes financeiros e lavagem de dinheiro no estado.

Os novos alvos da denúncia atuavam diretamente como “laranjas”, cedendo seus nomes e documentos para a criação de empresas de fachada. O MP apontou que o grupo constituía essas firmas sem qualquer atividade econômica real, registrando-as em nome de terceiros apenas para simular movimentações financeiras. Com essa falsa estrutura, os criminosos conseguiam aparentar uma robusta capacidade de crédito perante o mercado, o que viabilizava a abertura de contas bancárias e a obtenção de vultosos financiamentos e linhas de crédito de forma fraudulenta.

As investigações do GAECO detalham que, logo após a concessão e liberação dos valores pelos bancos, o dinheiro era rapidamente pulverizado. Os recursos circulavam por diversas contas bancárias e empresas ligadas ao esquema para dificultar o rastreamento por parte dos órgãos de fiscalização. Ao longo das apurações, foram identificadas dez fraudes distintas relacionadas a diferentes CNPJs. Toda a verba obtida ilicitamente passava por essa rede até ser concentrada em uma empresa apontada como a peça-chave do esquema, encarregada de redistribuir o lucro final entre os envolvidos.

Além de responderem por fraude bancária, os investigados também foram denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro. Conforme o MPRJ, a utilização de múltiplas empresas e a triangulação de contas bancárias tinham o objetivo claro de ocultar a origem ilícita dos recursos, tentando conferir uma aparência de legalidade às transações financeiras. A operação segue em andamento para identificar outros possíveis beneficiários e recuperar os valores desviados da instituição financeira.