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Tensão no Oriente Médio e inflação no radar fazem dólar subir e Ibovespa recuar 

Mercado financeiro reage a novos ataques entre Israel e Irã

Foto: Reprodução

O mercado financeiro global começou a semana em compasso de espera e aversão ao risco. O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em alta, impulsionado pelas incertezas geopolíticas e pela cautela que domina as mesas de operação. A moeda norte-americana subiu 0,45%, cotada a R$ 5,1798 para a venda, após registrar uma forte pressão compradora e atingir a máxima de R$ 5,1951 ao longo do dia.

Na contramão do câmbio, o principal índice da bolsa brasileira não resistiu ao clima de instabilidade no exterior. O Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,32%, recuando para os 168.471 pontos. O movimento reflete o comportamento defensivo dos investidores, que optaram por realizar lucros e migrar para ativos considerados mais seguros, como a própria divisa americana.

O principal gatilho para o mau humor dos mercados foi o retorno das tensões no Oriente Médio ao foco principal. Durante o final de semana, Israel e Irã romperam a estabilidade recente e trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em abril. O estopim da nova escalada foi uma ofensiva militar israelense contra Beirute, desencadeando uma forte reação imediata da região.

Como resposta, Teerã disparou uma salva de mísseis, o que acabou gerando uma nova onda de retaliações mútuas que assustou a comunidade internacional. A sequência de ataques só foi interrompida após um apelo direto e uma intervenção diplomática do presidente americano, Donald Trump. Apesar da trégua momentânea alcançada, o temor de um conflito em maior escala continua pesando nos negócios.

Além dos riscos geopolíticos, os investidores adotam uma postura prudente devido a uma agenda de indicadores econômicos bastante carregada. Os grandes destaques da semana ficam por conta da divulgação dos novos dados de inflação oficial tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que devem ditar o rumo das próximas políticas monetárias.

Para fechar o cenário de atenção, a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) também está no radar e promete mexer com a liquidez global. Diante de tantas variáveis de peso, a tendência é que os mercados operem com volatilidade elevada nos próximos dias, monitorando de perto cada novo desdobramento internacional.