Conselho do MPF marca análise de mensagens de Vorcaro que citam Gonet
Brasil
Conselho do MPF marca análise de mensagens de Vorcaro que citam Gonet
OAB-RJ vai à Justiça para garantir funcionamento de 30% das agências da Caixa durante greve
Estado
OAB-RJ vai à Justiça para garantir funcionamento de 30% das agências da Caixa durante greve
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Brasil
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Brasil
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Rio de Janeiro
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Rio de Janeiro
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Política
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade

Maioria das cidades brasileiras ainda não sabe como enfrentar o calor extremo

Estudo aponta que dois em cada três municípios ainda não têm plano para enfrentar ondas de calor, fenômeno que já ameaça a saúde e a infraestrutura urbana

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A maioria das cidades brasileiras ainda não está preparada para enfrentar os impactos do calor extremo. Estudo divulgado pela presidência brasileira da COP30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que 66% dos municípios pesquisados não possuem planos de ação consolidados ou estão apenas começando a desenvolver estratégias para lidar com o problema.

O levantamento, realizado em 53 cidades, revela que 93% dos gestores reconhecem o calor extremo como uma ameaça importante, mas a resposta ainda é limitada. Cerca de 75% dos municípios não utilizam dados de forma estruturada para orientar decisões, 85% dependem de recursos externos para financiar ações e apenas 42% possuem sistemas de mapeamento de áreas vulneráveis.

As medidas mais adotadas são arborização, criação de áreas sombreadas, parques urbanos e recuperação de áreas verdes, presentes em 77% das cidades. Já soluções como isolamento térmico de edificações, pavimentos permeáveis e materiais que reduzem a absorção de calor ainda são pouco utilizadas.

Os pesquisadores alertam que o calor extremo representa uma crescente ameaça à saúde pública. Segundo o Pnuma, o fenômeno causa cerca de 500 mil mortes por ano no mundo. A preocupação aumenta com a possibilidade de um “Super El Niño” em 2026, que poderá intensificar secas, incêndios, ondas de calor e chuvas extremas em diferentes regiões do país.