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Brasil busca novos parceiros após EUA sugerirem taxação de 21% das exportações

Para Lula, a atitude de Trum é insensata, uma vez que havia uma negociação em curso.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil continuará buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, convocada após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sugerir a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras. O relatório é fruto de uma investigação iniciada há um ano, sob o governo de Donald Trump, que acusa o país de “práticas desleais”.

Entre as justificativas, a instituição alega que o Pix prejudica “injustamente” empresas estadunidenses de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. O governo brasileiro e as empresas afetadas têm até o dia 15 de julho para se manifestar sobre o relatório final, data em que os EUA poderão adotar as chamadas “medidas corretivas”.

Para Lula, a atitude de Washington é insensata, uma vez que havia uma negociação em curso. Em maio, ele havia acordado com Trump um prazo de 30 dias para uma solução pacífica, ocasião em que apresentou documentos provando que os EUA acumularam US$ 415 bilhões de superávit comercial com o Brasil nos últimos 15 anos. Diante do impasse, o presidente brasileiro confirmou que irá à reunião do G7 em junho, na França, como convidado de Emmanuel Macron, para articular novas alianças globais.