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Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Hezbollah após tensão no Líbano

Fala de Trump tenta conter uma espiral de violência que atingiu o ápice nas últimas horas.

Donald Trump - Creative Communs

O presidente norte-americano afirmou ter garantias de Benjamin Netanyahu e de representantes do grupo extremista; anúncio ocorre em dia marcado por novos bombardeios em Beirute e recuo temporário do Irã nas negociações.

Em meio a um cenário de intensa instabilidade no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (1) que um cessar-fogo está em vigor entre Israel e o Hezbollah no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concordou em não movimentar tropas em direção à capital libanesa, Beirute.

Em publicação nas redes sociais, Trump também relatou ter estabelecido contato direto com a liderança do grupo apoiado pelo Irã.

“Por meio de representantes de alto escalão, tive uma conversa muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel”, declarou o presidente dos EUA.

Escalada militar e a captura do castelo de Beaufort

O anúncio de Trump tenta conter uma espiral de violência que atingiu o ápice nas últimas horas. No sábado, as forças israelenses haviam capturado o histórico castelo de Beaufort, uma fortaleza da época das Cruzadas localizada no Líbano. A ação militar representou a incursão mais profunda de tropas de Israel em território libanês nos últimos 26 anos.

Apesar da sinalização de trégua por parte de Trump, a manhã desta segunda-feira foi marcada por novos conflitos. Netanyahu e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciaram novos bombardeios ao sul de Beirute, principal reduto do Hezbollah.

– A justificativa de Israel: Em comunicado conjunto, os líderes israelenses afirmaram ter ordenado os ataques em resposta a “repetidas violações do cessar-fogo por parte da organização terrorista”.

– Aviso de Tel Aviv: Israel Katz alertou que “não haverá calma em Beirute” caso as investidas do Hezbollah continuem e prometeu estabelecer uma zona de controle militar na área do rio Litani, no sul do Líbano.

O fator Irã e o futuro do acordo de paz

A postura de Teerã adicionou mais complexidade às negociações. Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o governo do Irã havia decidido, mais cedo nesta segunda-feira, interromper a troca de mensagens com os mediadores internacionais sobre o memorando de entendimento com os EUA. A suspensão teria sido motivada justamente pelas ordens de evacuação e bombardeios israelenses em Beirute.

Oficialmente, o Irã condicionou qualquer trégua com Washington à implementação de um cessar-fogo que seja de fato efetivo no Líbano.

Apesar do recuo temporário de Teerã reportado pela agência, Trump minimizou os ruídos diplomáticos e garantiu que o canal de comunicação permanece aberto. “As conversas seguem, em um ritmo rápido, com a República Islâmica do Irã”, afirmou o presidente norte-americano, demonstrando otimismo na construção de um acordo de paz duradouro para a região.