Datafolha mostra Lula com 42% no primeiro turno e 48% no segundo contra Flávio
Política
Datafolha mostra Lula com 42% no primeiro turno e 48% no segundo contra Flávio
Morre aos 59 anos Lito Sousa, influenciador e piloto que enfrentava doença rara
Destaque
Morre aos 59 anos Lito Sousa, influenciador e piloto que enfrentava doença rara
Benedita da Silva sobre castração química: “daqui a pouco vão propor enforcamentos em praça pública”
Eleições 2026
Benedita da Silva sobre castração química: “daqui a pouco vão propor enforcamentos em praça pública”
Operação do MPRJ mira ex-secretária estadual de educação por suspeita de desvio de recursos
Estado
Operação do MPRJ mira ex-secretária estadual de educação por suspeita de desvio de recursos
Datafolha mostra Benedita com 19% na disputa pelo Senado no Rio
Eleições 2026
Datafolha mostra Benedita com 19% na disputa pelo Senado no Rio
Datafolha: Paes mantém liderança e Ruas a segunda posição na disputa pelo governo do Rio
Política
Datafolha: Paes mantém liderança e Ruas a segunda posição na disputa pelo governo do Rio
Linha Amarela é fechada após roubo de carga na Maré
Rio de Janeiro
Linha Amarela é fechada após roubo de carga na Maré

Prefeitura do Rio envia proposta à Câmara para mudar contagem de horas-aula na rede municipal de ensino

Foto: Divulgação

O prefeito Eduardo Paes envia nesta terça-feira à Câmara do Rio projeto que muda as regras para a contagem de horas-aula e de planejamento das atividades curriculares para os 40 mil professores da rede municipal de ensino. Em vez de a carga de trabalho ser calculada com base na hora inteira, a contagem passa a ser por minutos. Na prática, se o projeto for aprovado, os professores que trabalham no regime de 40 horas passarão a ministrar 32 aulas por semana. Hoje, cada professor da rede aplica 26 aulas no mesmo período.

Pelas regras da lei federal 11.738/2008, que instituiu piso nacional para os professores da rede básica de ensino, os professores devem reservar um terço da carga horária (pouco mais de 13 horas por semana) para preparar aulas. Mas, na prática, eles acabam ficando mais tempo fora de sala de aula.

O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, explica que há uma distorção nas regras desde 2019, quando o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino (Sepe) ganhou uma ação na Justiça para que a hora-aula fosse contada independentemente do tempo que o professor permanecesse com os alunos.

“Cada tempo de aula nas nossas escolas dura na realidade 50 minutos. Esse critério foi seguido por anos em nosso planejamento para alocação de professores nas turmas na rede de ensino. Mas, por força da decisão judicial, desde 2019 a contagem passou a ser pela hora cheia, mesmo com as aulas sendo encerradas dez minutos antes. Em escala, isso interfere na disponibilidade de professores para aulas de reforço escolar e outros projetos pedagógicos, por exemplo, afirma o secretário.

 

Só no ano que vem

Pelo projeto, em lugar de a contagem da carga horária ser por horas, o cálculo passa a ser em minutos. Ou seja, o professor terá que trabalhar 2.400 minutos por semana — que equivalem as mesmas 40 horas semanais. Se aprovada, a nova regra permitiria uma divisão exata do tempo que o professor deve permanecer em sala de aula — o equivalente a dois terços da carga horária ou 1.600 minutos por semana. Esse tempo seria suficiente para ministrar 32 aulas de 50 minutos. Já o período destinado a planejar as aulas seria de 800 horas por semana — um terço do total.

Pelo novo critério, que passaria a ser adotado na rede a partir de 2025, a prefeitura acredita que vai aumentar a oferta de aulas sem aumento de carga horária para os professores.