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Diplomatas de países que contestam eleição são expulsos da Venezuela

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O governo da Venezuela decidiu expulsar os representantes diplomáticos de Argentina, do Chile, da Costa Rica, do Peru, do Panamá, da República Dominicana e do Uruguai, após estes contestaram o resultado das urnas, onde segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), declarou a vitória de Nicolás Maduro à presidência, para mais um mandato no país.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (29), o governo venezuelano criticou os países que não reconheceram a vitória de Maduro, classificando o fato como atentado contra a soberania nacional e criticando o que denominou “pronunciamentos intervencionistas”. De acordo com a nota, serão promovidas “todas as ações legais e políticas para fazer respeitar, preservar e defender” o direito inalienável da autodeterminação.

“A República Bolivariana da Venezuela manifesta sua rejeição mais firme diante das declarações de um grupo de governos de direita, subordinados a Washington e comprometidos abertamente com os postulados ideológicos mais sórdidos do fascismo internacional, tentando reeditar o fracassado e derrotado Grupo de Lima, que pretende desconhecer os resultados eleitorais dos Comícios Presidenciais ocorridos este domingo”, diz o comunicado, acrescentando que o governo irá enfrentar todas as ações que atentem contra o clima de paz na Venezuela.

Em meio a contestações também internas, Nicolás Maduro foi proclamado vitorioso para exercer mais um mandato – de 2025 a 2030 -, segundo o CNE, por 51,21% dos votos contra 44% de Edmundo González, o segundo colocado. O resultado foi questionado por González.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil informou, por meio de nota, que aguarda a publicação pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela dos “dados desagregados por mesa de votação, passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.

Além dos países sul-americanos, representantes dos Estados Unidos e da União Europeia cobraram transparência no processo eleitoral. Já Rússia e China parabenizaram Nicolás Maduro.

 

Protestos

Desde ontem, diversos protestos vem sendo realizado em toda Venezuela em retaliação a Maduro, de acordo com o jornal espanhol El Mundo, pelo menos sete pessoas morreram. Manifestantes também derrubaram estátuas do antigo líder venezuelano Hugo Chávez.

A líder da oposição no país, Maria Corina Machado, garantiu ter provas de Edmundo González Urrutia, venceu com uma vantagem “matematicamente irreversível”, portanto os resultados eleitorais seriam fraudulentos.