Vice de Lula, Geraldo Alckmin, diz na baixada que é “hora de convencer os indecisos”
Eleições 2026
Vice de Lula, Geraldo Alckmin, diz na baixada que é “hora de convencer os indecisos”
TSE alerta para golpe que cobra taxa falsa para regularizar título de eleitor
Brasil
TSE alerta para golpe que cobra taxa falsa para regularizar título de eleitor
Copiloto é preso na Arábia Saudita após esfaquear piloto em pleno ar
Mundo
Copiloto é preso na Arábia Saudita após esfaquear piloto em pleno ar
Lula avisa que não participará do debate da Globo nesta quinta-feira
Eleições 2026
Lula avisa que não participará do debate da Globo nesta quinta-feira
Real Time Big Data aponta 35% de indecisos na disputa pelo Governo do Rio
Política
Real Time Big Data aponta 35% de indecisos na disputa pelo Governo do Rio
Pesquisa Big Real Data aponta diferenças entre primeiro e segundo votos ao Senado no RJ
Eleições 2026
Pesquisa Big Real Data aponta diferenças entre primeiro e segundo votos ao Senado no RJ
Lula condiciona participação em debate da Globo a confronto direto com Flávio Bolsonaro
Brasil
Lula condiciona participação em debate da Globo a confronto direto com Flávio Bolsonaro

Crimes ambientais crescem 52% em 5 anos, na cidade do Rio de Janeiro

Foto: Reprodução

De acordo com um dos dados do novo boletim da organização Rede de Observatórios da Segurança, intitulado Além da floresta: crimes socioambientais nas periferias, lançado nesta segunda-feira (19), os crimes ambientais aumentaram mais de 52% na cidade do Rio de Janeiro, entre 2017 e 2022, acumulando quase 4800 registros nesse período. A capital está em um patamar sete vezes superior à da segunda colocada do estado, a cidade de Maricá, com 684 casos.

A partir de dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o relatório soma mais de 21 mil registros em todo o Estado, ao longo de seis anos, com um pico no ano de 2021, com mais de 4.600 casos. Entre os crimes mais cometidos estão o tráfico de animais silvestres e extração ilegal de areia em áreas protegidas.

O boletim também analisa dados de outros seis estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, e São Paulo. Uma das principais conclusões é que esses locais tem sofrido com a entrada de facções criminosas nas periferias rurais, incluindo quilombos e aldeias indígenas, com elevados índices de crimes socioambientais como grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e garimpo em áreas não autorizadas.

Jonas Pacheco, pesquisador da Rede de Observatórios da Segurança, destaca a complexidade dos crimes cometidos.

Além disso, os pesquisadores explicam que em muitos casos as populações são expulsas de seus territórios por empreendimentos ilegais, e isso acaba criando um ambiente propício para a exploração de facções.

A pesquisa também mostra que o racismo e o encarceramento da juventude negra persiste no modelo de segurança pública adotado no combate a estes crimes, como explica Jonas Pacheco.

O estudo também destaca o grande número de violações cometidas contra os povos tradicionais na Bahia durante 2017 e 2022, com 428 vítimas. Também houve aumento significativo nos crimes ambientais nos últimos dois anos nos estados do Maranhão, com crescimento de quase 29% e Pernambuco, com número de casos saindo do patamar de 800 por ano para uma média de mais de mil.