Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Estado
Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne

Os mundos do samba e do carnaval se despedem de Quinho do Salgueiro

Foto: Acadêmicos dos Salgueiro/Divulgação

O corpo do sambista Quinho começou a ser velado na quadra do Salgueiro desde o início da tarde de hoje (4). Melquisedeque Marins Marques, o eterno Quinho do Salgueiro, faleceu aos 66 anos. Ele deu entrada no fim da tarde de ontem, na quarta (03), no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Segundo familiares, a causa da morte foi insuficiência respiratória. Desde 2022, o carnavalesco lutava contra um câncer de próstata.

Nas redes sociais, o presidente do Acadêmicos do Salgueiro, André Vaz, lamentou profundamente a perda do amigo, grande sambista, apaixonado pelo Carnaval e pela Academia do Samba.

“Quinho não foi apenas um cantor para nós; ele foi parte integrante da nossa família salgueirense. Sua dedicação e paixão pelo samba ecoaram nas avenidas e nos momentos mais especiais da nossa história. Sua perda deixa um vazio imenso, mas também nos deixa com a gratidão por ter compartilhado o palco, as emoções e as alegrias ao longo dos anos.”, destacou o administrador.

Nesta quinta-feira, 04/01, das 15h às 20h na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, será realizado um Gurufim em homenagem ao Quinho, aberto ao público. Às 19h, haverá uma oração com os principais segmentos da escola, conduzida pelo padre Wagner Toledo.

Na sexta-feira, 05/01, o velório terá início às 9h, na Capela C do Cemitério da Cacuia. O Sepultamento está previsto para às 13h.

A quadra do Acadêmicos do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104, Andaraí. O Cemitério da Cacui fica na Estrada da Cacuia, 460, Ilha do Governador.

QUINHO DO SALGUEIRO:

Nascido em 3 de maio de 1957, Quinho não foi apenas um intérprete talentoso; ele foi a voz que ecoou em cada conquista, em cada desfile, e que se entrelaçou intimamente com a alma do Salgueiro.

Desde o início, nos anos 90, quando liderou o samba “Peguei um Ita no Norte”, até seu retorno triunfante em 2003 e a gloriosa vitória em 2009 com o enredo “Tambor”, Quinho não era apenas um cantor, mas um poeta que traduzia em notas a essência da nossa escola. Seu retorno em 2018, compartilhando o microfone com Emerson Dias, foi mais do que uma volta; foi o reencontro emocionante de um filho pródigo com a casa que sempre foi sua.

Quinho não apenas cantou para o Salgueiro; ele viveu e respirou cada nota, cada batida do coração acelerado da bateria. Ele personificou o espírito salgueirense, e sua ausência deixa um vazio indescritível. Hoje, não choramos apenas a perda de um grande artista; choramos a partida de um membro querido da nossa família.

Nossos sentimentos se estendem à família de Quinho e a todos que, como nós, compartilham uma conexão profunda com o seu legado. Que sua voz ressoe eternamente nas avenidas, nos corações dos sambistas e em cada canto do Salgueiro. Descanse em paz, Quinho, pois sua música continuará a embalar nossas almas.