Serra das Araras terá novos bloqueios na Dutra para detonação de rochas
Estado
Serra das Araras terá novos bloqueios na Dutra para detonação de rochas
HGNI já atende 5,5 mil vítimas de acidentes de trânsito em 2026
Nova Iguaçu
HGNI já atende 5,5 mil vítimas de acidentes de trânsito em 2026
UFRJ investiga gravação de conteúdo pornográfico em banheiros da Faculdade de Letras
Rio de Janeiro
UFRJ investiga gravação de conteúdo pornográfico em banheiros da Faculdade de Letras
MPF defende ponto eletrônico para professores do Colégio de Aplicação da UFRJ
Estado
MPF defende ponto eletrônico para professores do Colégio de Aplicação da UFRJ
Sepultamento de pizzaiolo morto após abordagem policial reúne homenagens e pedidos de justiça
São Gonçalo
Sepultamento de pizzaiolo morto após abordagem policial reúne homenagens e pedidos de justiça
Lula lança no Rio plano integrado para combater o crime organizado
Destaque
Lula lança no Rio plano integrado para combater o crime organizado
Lula rejeita classificação de PCC e CV como terroristas feita pelos EUA
Brasil
Lula rejeita classificação de PCC e CV como terroristas feita pelos EUA

Lula sanciona com vetos Projeto de Lei dos Agrotóxicos

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com 14 vetos o projeto de lei que trata do controle, inspeção e fiscalização de agrotóxicos no Brasil.

Em tramitação desde 1999, o PL estabelece regras para controle, inspeção e fiscalização desses produtos com potencial de prejudicar a saúde humana e animal, bem como o meio ambiente, mas largamente utilizados pelo setor agrícola com o intuito de proteger e aumentar suas produções.

De acordo com o Planalto, a decisão pelo veto dos dispositivos foi movido “pelo propósito de garantir a adequada integração entre as necessidades produtivas, a tutela da saúde e o equilíbrio ambiental”.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Entre 2019 e 2022, foram liberados 2.181 novos registros, o que corresponde a uma média de 545 por ano. Em 2023, o país aprovou 505 novos registros de pesticidas, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A expectativa era de que, com a nova legislação, o número ficasse ainda maior.

Um dos vetos foi relacionado ao dispositivo que retirava do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atribuições relativas à fiscalização, repassando a atribuição ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o Planalto, se aprovado o texto original, Ibama e Anvisa atuariam apenas em “mera complementação” da atuação do Mapa – que, segundo o Planalto, acabaria por conduzir essas questões de forma exclusiva.

 

Críticas ao projeto

Durante sua tramitação no Senado, o projeto foi alvo de críticas de diversas entidades, a ponto de ser apelidado de “PL do Veneno” pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na época, a Fiocruz divulgou documentos que classificavam como retrocesso alguns pontos do PL. Entre eles, a ameaça à função histórica dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente sobre a regulação dos agrotóxicos, enfraquecendo o poder de decisão sobre o registro desses agentes; a permissão da exportação pelo Brasil de agrotóxicos sem registro e cujo uso é proibido em nosso país; e manutenção do conceito de risco que abre possibilidades, por exemplo, do registro de agrotóxicos que causem câncer pois pequenas doses podem gerar danos irreversíveis à saúde das pessoas.

*Informações Agência Brasil