Desenrola 3.0 vai renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas
Destaque
Desenrola 3.0 vai renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas
Japão cobrará por resgates de helicóptero para quem escalar Monte Fuji
Mundo
Japão cobrará por resgates de helicóptero para quem escalar Monte Fuji
São Cosme e Damião tem programação gratuita e opções de festejos no Rio
Rio de Janeiro
São Cosme e Damião tem programação gratuita e opções de festejos no Rio
Campanha pelo Governo do Rio terá carreatas e encontros com eleitores neste sábado
Política
Campanha pelo Governo do Rio terá carreatas e encontros com eleitores neste sábado
Onda de calor chega ao Rio neste sábado e Inmet emite alerta vermelho
Estado
Onda de calor chega ao Rio neste sábado e Inmet emite alerta vermelho
Proibição das bets: advertência, multa e suspensão das atividades para empresas que descumprirem regras
Brasil
Proibição das bets: advertência, multa e suspensão das atividades para empresas que descumprirem regras
Santa Casa do Rio oferece exames gratuitos no Outubro Rosa
Rio de Janeiro
Santa Casa do Rio oferece exames gratuitos no Outubro Rosa

“Tem uma coleção de fatores para a Selic baixar”, diz Haddad sobre juros

Foto: Divulgação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta quinta-feira (27), que as condições são favoráveis para que o Banco Central (BC) reduza a Taxa Selic na próxima semana. Desde agosto do ano passado, os juros básicos da economia estão em 13,75% ao ano, no maior nível desde o início de 2017.

“Tem uma coleção de fatores para a Selic baixar”, disse Haddad ao retornar de reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro deu a declaração ao ser perguntado sobre a elevação da nota da dívida pública brasileira anunciada na quarta-feira (26) pela agência de classificação de risco Fitch.

A Fitch aumentou a nota da dívida pública brasileira de BB- para BB. A agência botou o país duas posições abaixo do grau de investimento, espécie de selo de bom pagador que atesta a capacidade de um país honrar os compromissos e não dar calote na dívida pública.

Inflação

Os analistas de mercado ouvidos pelo boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano. Além da decisão da Fitch e da elevação da perspectiva de melhoria de nota pela Standard & Poor’s (S&P), outra agência de classificação de risco, o comportamento da inflação tem reforçado as previsões de corte nos juros.

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em 0,08%, a primeira deflação em nove meses. O IPCA-15, que serve como prévia da inflação oficial, ficou negativo em 0,07% neste mês.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 3,16%. O IPCA-15 soma 3,19% no mesmo período. Para o segundo semestre, os analistas ouvidos pelo boletim Focus acreditam num leve repique da inflação, mas o IPCA deverá encerrar o ano em 4,9%.

A lei que deu autonomia ao Banco Central estabelece dois objetivos para a política monetária: controlar a inflação conforme as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e manter o crescimento econômico. Para este ano, a meta do CMN para a inflação oficial pelo IPCA está fixada em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Dessa forma, a expectativa do boletim Focus aproxima-se do teto da meta, de 4,75% para a inflação em 2023.