A Receita Federal apreendeu cerca de 15 toneladas de mercadorias irregulares no Porto do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (4). A carga, proveniente da China, estava em um contêiner com aproximadamente 243 mil produtos, avaliados em R$ 3,6 milhões.
A irregularidade foi descoberta durante a conferência física da mercadoria. Na documentação de importação, o contêiner havia sido declarado como transporte de guarda-chuvas, produtos de menor valor comercial. Mas, ao abrir a carga, os fiscais encontraram cosméticos importados sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.
Também foram identificados produtos com indícios de fraude envolvendo marcas registradas no Brasil. A Receita não informou, até o momento, detalhes sobre os responsáveis pela importação nem sobre eventuais medidas adotadas em relação aos envolvidos.
A apreensão integra a Operação Fronteira Receita Federal 2026, lançada na terça-feira (3). A iniciativa intensifica a fiscalização em rotas terrestres, marítimas e aéreas utilizadas para o transporte de mercadorias ilegais. O trabalho também alcança portos, aeroportos, rodovias e empresas de transporte de cargas.
A operação reúne diferentes instituições, entre elas Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Forças Armadas, polícias estaduais, guardas municipais, Ibama, Anvisa, Anatel e Ministério da Agricultura. Também participam organismos internacionais, como a Organização Mundial das Aduanas e forças armadas da Colômbia e do Peru.
O objetivo é ampliar o compartilhamento de informações e a atuação conjunta no combate a crimes como contrabando, descaminho e tráfico de drogas, armas e espécies da fauna e da flora.
Segundo a Receita Federal, a fiscalização busca impedir que produtos sem regularização cheguem ao comércio brasileiro, proteger os consumidores de possíveis riscos à saúde e à segurança e combater a violação de marcas e a concorrência desleal contra empresas que atuam dentro da lei.






