Oito linhas de ônibus que circulam pela cidade do Rio de Janeiro receberam novos números na última semana de outubro. A alteração foi registrada pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e já aparece nos letreiros dos coletivos.
As mudanças envolvem serviços que atendem principalmente bairros da Grande Tijuca, o Centro e a Zona Sul. As linhas foram criadas ao longo deste ano para substituir trajetos que deixaram de ser operados após o encerramento das atividades da Real Auto Ônibus e da Transportes Vila Isabel.
Com a atualização, os serviços deixam de utilizar a identificação experimental, conhecida como LECD (Linha Experimental de Coleta de Dados), e passam a integrar oficialmente o cadastro municipal de transporte.
Quatro linhas receberam novos números de identificação:
- – 212: Grajaú – Gamboa (antiga LECD 155);
- – 453: Grajaú – Metrô Siqueira Campos (antiga LECD 150);
- – 454: Metrô São Cristóvão – Metrô Siqueira Campos (antiga LECD 153);
- – 459: Vila Isabel – Leblon (antiga LECD 154).
Outras quatro linhas também tiveram a numeração experimental substituída no cadastro oficial. Na prática, os coletivos já circulavam com os números que passam a ser reconhecidos pela prefeitura:
- – 111: Central do Brasil – Leblon (antiga LECD 134);
- – 164: Terminal Gentileza – Leme (antiga LECD 136);
- – 475: Metrô São Cristóvão – Leblon (antiga LECD 133);
- – 536: Rocinha – Leme (antiga LECD 138).
Fechamento de empresas provocou mudanças
A Real Auto Ônibus e a Transportes Vila Isabel tiveram suas atividades interrompidas pela prefeitura no fim de janeiro de 2026. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Transportes lacrou veículos das duas empresas após identificar irregularidades, incluindo a falta de vistoria anual obrigatória de aproximadamente 250 ônibus.
As operadoras também enfrentavam problemas operacionais, com interrupções na circulação dos coletivos e paralisações de funcionários. As duas empresas eram administradas conjuntamente e compartilhavam estruturas, como a garagem.
Com a saída das empresas, a prefeitura precisou reorganizar o atendimento aos passageiros e criar alternativas para os trajetos que ficaram sem operação regular.
A mudança na numeração das oito linhas representa mais uma etapa desse processo de reorganização do transporte público municipal.






