Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades
Destaque
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades
Douglas Ruas promete mudança na segurança do Rio a partir de janeiro de 2027 após sequestros de ônibus
Estado
Douglas Ruas promete mudança na segurança do Rio a partir de janeiro de 2027 após sequestros de ônibus
Comércio do Rio espera aumento de 3% nas vendas para o Halloween
Rio de Janeiro
Comércio do Rio espera aumento de 3% nas vendas para o Halloween

STF retoma julgamento dos royalties e Rio pode perder R$ 50,7 bilhões

Supremo volta a analisar, em 4 de novembro, mudanças na divisão das receitas do petróleo. Disputa pode afetar as contas do estado e de municípios fluminenses.

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na próxima quarta-feira, 4 de novembro, o julgamento sobre a redistribuição dos royalties e das participações especiais pagos pela indústria do petróleo. Segundo estimativa do governo do Rio de Janeiro, a aplicação integral das regras previstas na lei federal de 2012 pode provocar perdas de R$ 50,7 bilhões para o estado entre 2026 e 2032.

A legislação amplia a parcela dos recursos destinada a estados e municípios que não produzem petróleo, reduzindo a participação relativa dos entes produtores. As mudanças são contestadas pelo Rio de Janeiro, por São Paulo e pelo Espírito Santo, que argumentam que os royalties também compensam os impactos econômicos, sociais e ambientais da exploração petrolífera.

O julgamento começou em maio deste ano. Na ocasião, a ministra Cármen Lúcia, relatora do processo, votou contra dispositivos centrais da lei que alterou a divisão dos recursos. A análise foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que devolveu o processo em setembro. Até agora, apenas a relatora apresentou voto, e não há decisão da maioria dos ministros.

A disputa começou em 2012, quando o Congresso aprovou a Lei Federal nº 12.734, que mudou os critérios de distribuição dos recursos do petróleo. Em março de 2013, uma decisão provisória do STF suspendeu as novas regras. Desde então, a divisão continua seguindo os critérios anteriores, enquanto a Corte não conclui a análise.

 

Municípios produtores podem ser afetados

Entre os municípios fluminenses que recebem valores expressivos de royalties estão Maricá, Niterói, Campos dos Goytacazes, Macaé, São João da Barra e Quissamã. Esses recursos ajudam a financiar serviços públicos e investimentos, como obras de infraestrutura, saúde, educação e saneamento.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) defende a redistribuição dos valores entre um número maior de cidades. Segundo a entidade, os municípios brasileiros deixaram de receber mais de R$ 128 bilhões entre 2013 e 2025 por causa da suspensão das novas regras. A confederação propõe uma transição gradual, ao longo de sete anos, sem cobrança retroativa.

 

Julgamento ocorre em meio à pressão nas contas do estado

A retomada do julgamento acontece enquanto o Rio enfrenta dificuldades fiscais. A proposta de orçamento estadual para 2027 prevê um déficit de R$ 13,98 bilhões, com despesas estimadas em R$ 138,37 bilhões e receitas de R$ 124,39 bilhões.

Uma eventual mudança na distribuição dos royalties poderá alterar as receitas previstas pelo estado e pelos municípios produtores. O impacto dependerá da decisão final do Supremo e de como as novas regras serão aplicadas.

A sessão de 4 de novembro poderá ter novos votos dos ministros, mas o resultado ainda é incerto. Até a conclusão do julgamento, seguem suspensos os dispositivos questionados da lei de redistribuição