Moradores de diferentes regiões do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense ainda enfrentam falta d’água ou baixa pressão nesta sexta-feira (23), após uma redução na produção da Estação de Tratamento de Água do Guandu. O problema foi provocado por um reparo emergencial realizado pela Cedae na quinta-feira (22). Mesmo com a conclusão do serviço, o abastecimento será restabelecido gradualmente e poderá levar até 72 horas para ser normalizado, após a retomada integral da operação.
Nesta sexta-feira, o Sistema Guandu ainda operava com 73% da capacidade. Segundo a Águas do Rio, a redução afeta áreas do Centro e das zonas Norte e Sul da capital, além de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Na Zona Oeste, a Rio+Saneamento também informou que o fornecimento continua reduzido. Os bairros afetados são Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar. Em Seropédica, o bairro Canto do Rio também registra problemas no abastecimento.
Nas redes sociais, moradores reclamam da demora para a retomada do serviço. Há relatos de torneiras vazias mesmo após a previsão inicial para o término do reparo, com registros de falta d’água durante a madrugada e a manhã desta sexta-feira.
Interrupção programada no Centro e na Zona Sul
Além dos impactos provocados pela redução na produção do Guandu, a Águas do Rio programou uma suspensão temporária do abastecimento nesta sexta-feira para realizar melhorias no sistema de distribuição. A medida afeta Lapa, Catete, Glória, Flamengo e partes de Laranjeiras.
A previsão é que o serviço seja concluído ainda nesta sexta-feira. Depois, o abastecimento será retomado gradualmente, podendo levar 72 horas ou mais para se normalizar, principalmente em imóveis localizados em áreas elevadas ou nas extremidades da rede de distribuição.
As concessionárias recomendam que os moradores utilizem a água armazenada em cisternas e caixas-d’água apenas para atividades essenciais e adiem tarefas que exijam maior consumo até a regularização do fornecimento.
A normalização depende da recuperação integral da produção e da pressurização da rede, por isso o retorno da água pode ocorrer em momentos diferentes, mesmo entre bairros próximos.






