O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado nesta quinta-feira (22), apontou que a caixa-preta do helicóptero que caiu com o cantor Rick não registrou o voo do acidente. A queda aconteceu em 21 de setembro, em Santa Catarina, e deixou cinco mortos.
Segundo o documento, as gravações do equipamento foram recuperadas, mas eram referentes a outro voo. O gravador de voz da cabine tinha capacidade para registrar 30 minutos de áudio e havia sido instalado na aeronave em 2002. De acordo com o Cenipa, esse tipo de equipamento não era obrigatório para o modelo de helicóptero.
O relatório também reúne relatos de falhas recorrentes nos geradores da aeronave, que não teriam sido solucionadas definitivamente. Algumas dessas falhas teriam ocorrido em situações de umidade, como voos entre nuvens ou sob chuva.
Outro ponto destacado são as condições meteorológicas no dia do acidente. A previsão indicava chuva moderada, baixa visibilidade, possibilidade de trovoadas e nuvens de tempestade. Também havia alerta para dificuldade de visibilidade nas montanhas da Serra Geral.
O helicóptero, modelo Bell 430, decolou às 10h30 de Porto Belo, com destino a Criciúma. O pouso estava previsto para as 11h24. A aeronave foi localizada no segundo dia de buscas, em uma área de difícil acesso na região de Santa Bárbara, em Urubici. Segundo os bombeiros, as equipes precisaram caminhar por cerca de três horas até chegar aos destroços.
Além de Rick, de 59 anos, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
O relatório é preliminar e não aponta uma causa definitiva para a queda. As investigações do Cenipa buscam reunir informações para esclarecer as circunstâncias do acidente e contribuir para a prevenção de novas ocorrências.






