Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades
Destaque
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades

TSE dá 24 horas para Meta investigar canal “Exército do Lula”

Nunes Marques exige relatório sobre alcance, atuação coordenada e possível amplificação artificial de conteúdos após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro

Foto: Joice Santos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.

O tribunal quer que a empresa investigue se houve atuação coordenada entre contas, compartilhamento sincronizado de mensagens e aumento artificial do alcance das publicações. A Meta também deverá informar se houve publicidade paga, impulsionamento de conteúdos e quais medidas foram adotadas para cumprir o plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral.

Nunes Marques determinou ainda que a empresa explique quais critérios utiliza para diferenciar uma mobilização legítima de um comportamento coordenado que possa ser irregular. O Google também deverá informar se identificou amplificação coordenada de termos e hashtags relacionados ao caso nas buscas, sugestões de pesquisa e assuntos em alta entre os dias 18 e 20 de outubro.

A decisão é mais um capítulo da disputa judicial envolvendo o canal. No início de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta, mas a ordem foi suspensa pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Após novos desdobramentos, o presidente do TSE determinou o restabelecimento integral do canal em 14 de outubro.

Lula passa a integrar o canal

A determinação do TSE foi divulgada no mesmo dia em que os participantes do “Exército do Lula” receberam um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado federal André Janones, responsável pela administração do canal, anunciou que o presidente passaria a integrar a ferramenta e poderia enviar mensagens diretamente aos participantes.

Em um vídeo no formato selfie, Lula convidou os integrantes para uma transmissão ao vivo prevista para as 19h desta quinta-feira (22). A campanha do presidente, no entanto, ainda não havia confirmado se a mensagem foi publicada diretamente por ele.

O canal entrou na mira da Justiça Eleitoral após a campanha de Flávio Bolsonaro pedir sua suspensão, alegando divulgação de informações falsas. Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdos falsos entre as publicações que foram examinadas e estavam disponíveis naquele momento.

Para manter o canal em funcionamento, Nunes Marques exigiu o registro formal do endereço eletrônico na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula cumpriu a determinação, mas afirmou que o registro foi feito apenas para atender à decisão, sem assumir a administração da ferramenta.

Agora, o TSE busca esclarecer se o funcionamento do canal está de acordo com as medidas de transparência e integridade exigidas das plataformas digitais durante o período eleitoral.